Racha na direita: Eduardo Bolsonaro acusa Ricardo Salles de calúnia após denúncia de suborno
O ex-deputado desafiou o parlamentar do Novo a provar denúncias de corrupção após críticas à chapa apoiada por Tarcísio de Freitas.

Eduardo Bolsonaro rebateu acusações de Ricardo Salles sobre supostos pagamentos milionários para apoiar a candidatura de André do Prado ao Senado. A disputa expõe o racha na direita paulista para as próximas eleições.
O cenário político da direita em São Paulo está sob forte tensão após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e o deputado federal Ricardo Salles (Novo) trocarem acusações públicas. O conflito escalou quando Eduardo gravou um vídeo desmentindo as declarações de Salles, que sugeriu que a indicação de André do Prado (PL) para o Senado teria envolvido o pagamento de cifras milionárias. Eduardo classificou as insinuações como caluniosas e desafiou o antigo aliado a apresentar provas de qualquer transação financeira irregular vinculada ao seu apoio político.
A controvérsia central gira em torno da composição da chapa de apoio ao governador Tarcísio de Freitas para o Senado. Enquanto o grupo majoritário do PL articulou os nomes de André do Prado e Guilherme Derrite, Salles critica a escolha de Prado, rotulando-o como integrante do "Centrão" e sem identidade ideológica com a direita. O deputado do Novo chegou a afirmar que circulam rumores nos bastidores do Congresso sobre valores que chegariam a R$ 60 milhões, justificando que sua resistência em retirar a própria candidatura é uma tentativa de preservar os valores conservadores contra indicações puramente pragmáticas.
Em sua defesa, Eduardo Bolsonaro, que planeja ser o primeiro suplente na chapa de Prado, afirmou que a decisão foi tomada com base em estratégia política e não em benefícios pessoais. Ele criticou o que chamou de instabilidade de Salles e argumentou que a insistência em uma candidatura isolada pode fragmentar o eleitorado conservador, facilitando a vitória de candidatos ligados ao governo federal. Salles, no entanto, mantém a postura combativa, condicionando sua desistência apenas à indicação de um nome de perfil ideológico mais radical, como o coronel Mello Araújo.





