PGR defende condenação de Eduardo Bolsonaro por coação em processos judiciais
Órgão acusa ex-deputado de usar influência nos EUA para tentar barrar investigações sobre tentativa de golpe de Estado.

A Procuradoria-Geral da República solicitou ao STF a condenação de Eduardo Bolsonaro por tentar coagir autoridades e obstruir processos judiciais. O ex-deputado é acusado de usar contatos nos EUA para ameaçar magistrados com sanções internacionais.
A Procuradoria-Geral da República oficializou o pedido de condenação contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo. A manifestação, enviada ao Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira, aponta que o ex-parlamentar agiu deliberadamente para obstruir as investigações sobre a tentativa de golpe de Estado envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o órgão ministerial, as ações de Eduardo configuram um esforço sistemático para neutralizar o avanço das frentes judiciais no Brasil.
As investigações indicam que o ex-deputado utilizou sua influência política nos Estados Unidos para articular medidas de retaliação contra o Judiciário brasileiro. A estratégia incluiria a tentativa de implementar sanções econômicas e restrições a magistrados da Suprema Corte como forma de pressão externa. De acordo com a acusação, o objetivo central era paralisar as persecuções penais em andamento, utilizando contatos com figuras do alto escalão do governo norte-americano para promover hostilidades internacionais contra as instituições do país.
Residindo no exterior desde o início do ano passado, Eduardo Bolsonaro não compareceu ao interrogatório agendado pelo STF no mês anterior, mesmo com a possibilidade de participação por videoconferência. Atualmente, o réu é representado pela Defensoria Pública da União, uma vez que não constituiu advogados particulares para o caso. Com a entrega das alegações finais da PGR, o processo entra em sua reta final, aguardando agora a manifestação derradeira da defesa antes de seguir para julgamento sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.





