Governo acelera liberação de R$ 3 bi em emendas após revés no Senado e pauta econômica na Câmara
Liberação de R$ 2,4 bilhões ocorre após rejeição de indicado ao STF e aprovação de projeto sobre minerais estratégicos.

Em resposta à rejeição de Jorge Messias para o STF e para garantir apoio em pautas minerais, o governo Lula liberou R$ 2,4 bilhões em emendas parlamentares em apenas uma semana.
Como estratégia para recompor sua base política após a rejeição histórica de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, o Palácio do Planalto intensificou a liberação de recursos orçamentários. Somente nesta semana, foram quitados R$ 2,4 bilhões em emendas parlamentares, elevando o montante total pago nos últimos dias para aproximadamente R$ 3 bilhões. O movimento ocorre em paralelo a votações cruciais no Congresso, como a aprovação da Política Nacional de Minerais Críticos.
Os dados extraídos do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop) apontam que a maior parte dos repasses foi destinada a emendas individuais de deputados federais. A agilidade nos pagamentos coincide com a necessidade de cumprimento do cronograma da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que exige a quitação de uma fatia significativa de recursos para saúde e assistência social ainda no primeiro semestre deste ano.
A distribuição das verbas, contudo, demonstra uma forte desigualdade regional e partidária. Enquanto parlamentares fluminenses foram contemplados com volumes expressivos, outros estados, como Sergipe, receberam quantias reduzidas. No campo político, os integrantes do PT foram os principais beneficiados entre as liberações que não seguem obrigatoriedade de calendário, evidenciando o esforço do governo em manter a fidelidade de seu núcleo aliado.
Essa ofensiva financeira busca evitar novos reveses legislativos após o episódio envolvendo o advogado-geral da União, que marcou a primeira vez em mais de um século que o Senado barrou uma indicação presidencial para a Suprema Corte. Até a indicação de Messias, os pagamentos eram tímidos, crescendo substancialmente apenas após a derrota e diante da pauta econômica de interesse do Executivo na Câmara.




