Labubu chega oficialmente ao Brasil em junho após explosão de versões falsificadas
Parceria entre Candide e Pop Mart traz monstrinhos originais ao país com preços a partir de R$ 299,99.

A Candide confirmou a chegada oficial dos bonecos Labubu ao Brasil a partir de 5 de junho. A parceria com a Pop Mart promete combater o mercado de falsificações e oferecer os 'designer toys' originais que viraram febre entre celebridades globais e nacionais.
O mercado de colecionáveis no Brasil está prestes a receber um reforço de peso que promete agitar o setor de brinquedos e acessórios de luxo. A Candide, renomada fabricante nacional, anunciou oficialmente uma parceria estratégica com a gigante chinesa Pop Mart para comercializar os bonecos Labubu em território brasileiro. A chegada oficial está agendada para o dia 5 de junho, marcando um momento decisivo para os entusiastas da marca que, até então, dependiam de importações diretas ou acabavam expostos ao crescente mercado de réplicas não autorizadas que inundou os centros comerciais populares.
Os personagens da linha Labubu integram o universo "The Monsters", uma criação do artista Kasing Lung, nascido em Hong Kong. Introduzidos originalmente em 2015, esses monstrinhos se distinguem por uma estética peculiar, caracterizada por orelhas pontiagudas e dentes serrilhados que conferem um ar simultaneamente dócil e travesso. Embora tenham sido criados há quase uma década, o fenômeno global ganhou tração meteórica recentemente, impulsionado por uma estratégia de marketing que une exclusividade, design artístico e o endosso de figuras públicas de alto perfil, como Rihanna, e celebridades brasileiras como Marina Ruy Barbosa e Virginia Fonseca.
A operação nacional contará com um portfólio inicial de 30 produtos variados. Segundo informações divulgadas pela Candide, os preços de venda no Brasil devem variar entre R$ 299,99 e R$ 799,99, posicionando o item como um artigo de desejo no segmento de "designer toys". Uma das principais características que movem o mercado de colecionadores é o sistema de "blind boxes" (caixas-surpresa). Nesse modelo, o consumidor adquire uma embalagem lacrada sem saber exatamente qual variante do personagem está levando, o que estimula a troca entre colecionadores e valoriza as edições consideradas raras ou "secretas".
A entrada oficial da Pop Mart no Brasil é também uma resposta direta ao combate à pirataria. Com a explosão da tendência nas redes sociais, como Instagram e TikTok, o país viu uma proliferação de versões falsificadas, carinhosamente apelidadas em tons jocosos de "Lafufu". Enquanto o produto original carrega certificações de qualidade e valor de revenda internacional — chegando a custar centenas de dólares no mercado externo —, as réplicas encontradas em locais como a Rua 25 de Março flutuavam entre R$ 65 e R$ 250. Para Moise Candi, CEO da Candide, a disponibilidade oficial garante que o público brasileiro tenha acesso à experiência completa da marca, com a segurança e a qualidade técnica que definem os produtos da Pop Mart.
Financeiramente, o impacto da febre Labubu é monumental. A Pop Mart registrou faturamentos bilionários que ultrapassaram a marca de US$ 2,3 bilhões, consolidando o conceito de brinquedos para adultos como uma das vertentes mais lucrativas da economia criativa atual. No Brasil, o sucesso da operação dependerá da capacidade da marca em manter o hype e gerenciar a logística das coleções, que costumam esgotar rapidamente. Este lançamento sinaliza uma nova fase para o varejo de brinquedos no país, que passa a olhar com mais atenção para o público jovem e adulto que consome itens de decoração e moda baseados em cultura pop asiática.
Para o consumidor brasileiro, o próximo passo após o lançamento de junho será observar como o mercado secundário se comportará. A chegada da distribuição oficial tende a estabilizar os preços e oferecer uma verificação de autenticidade mais clara para quem deseja colecionar seriamente. Além disso, a parceria entre Candide e Pop Mart abre portas para que outros personagens de sucesso da empresa chinesa desembarquem no Brasil futuramente, expandindo o ecossistema de colecionáveis artísticos em um mercado que tem demonstrado resiliência mesmo diante de cenários econômicos desafiadores.






