Economia

Imposto de Renda 2026: saiba como destinar parte do tributo para projetos sociais sem custos

Cerca de R$ 14,7 bilhões poderiam ser destinados a causas sociais via IR, mas falta de informação limita adesão a apenas 2% do potencial.

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Redação 360 Notícia
15 de maio de 2026 às 04:002 min
Imposto de Renda 2026: saiba como destinar parte do tributo para projetos sociais sem custos
Foto: Reprodução
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Apesar do potencial de R$ 14,7 bilhões para projetos sociais via Imposto de Renda, apenas 2% dos contribuintes utilizam o mecanismo de destinação. Saiba como redirecionar parte do seu imposto para fundos de proteção a crianças e idosos sem custos extras.

O potencial de arrecadação para causas sociais através do Imposto de Renda (IR) no Brasil ainda é subaproveitado. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar), com base em dados da Receita Federal, cerca de R$ 14,7 bilhões poderiam ser injetados anualmente em projetos de assistência, mas apenas 2% desse montante é efetivamente destinado pelos contribuintes. Embora o engajamento tenha apresentado um leve crescimento nos últimos anos, atingindo 2,55% em 2024, a maioria absoluta dos recursos previstos em lei ainda não chega às instituições.

A legislação brasileira permite que o cidadão escolha o destino de uma parcela do seu imposto sem gastar nada a mais por isso. Na prática, trata-se de redirecionar um valor que já seria pago ao governo para fundos que financiam ações voltadas a crianças, adolescentes e idosos em situação de vulnerabilidade. O mecanismo possibilita que o contribuinte exerça um papel ativo na aplicação dos tributos, escolhendo se os recursos ficarão nas esferas municipal, estadual ou nacional, fortalecendo redes de educação, saúde e proteção social.

Para participar, o declarante deve optar pelo modelo completo (deduções legais). No momento do preenchimento, é possível encaminhar até 3% do imposto devido para fundos da infância e outros 3% para fundos da pessoa idosa. Especialistas apontam que a falta de familiaridade com o sistema e a ausência de planejamento prévio são os principais entraves para a expansão dessa prática. Muitas vezes, o contribuinte só percebe a opção no encerramento do prazo, o que dificulta uma decisão estratégica sobre o apoio às entidades beneficiadas.

O processo de doação é simples e integrado ao software oficial da Receita Federal. Após indicar os valores na ficha de "Doações Diretamente na Declaração", o sistema gera um boleto (Darf) específico que deve ser quitado até a data limite da entrega do IR. O valor pago é posteriormente compensado no cálculo final: quem tem imposto a pagar reduz o saldo devedor, e quem tem direito a restituição recebe o valor corrigido de volta, garantindo que o gesto de solidariedade não resulte em prejuízo financeiro para o cidadão.

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