Economia

Lucro da Caixa cai 34,4% no primeiro trimestre de 2026 e soma R$ 3,5 bilhões

Apesar do recuo anual nos ganhos, banco estatal teve crescimento no crédito imobiliário e evolução trimestral de 25,4%.

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Redação 360 Notícia
15 de maio de 2026 às 01:002 min
Lucro da Caixa cai 34,4% no primeiro trimestre de 2026 e soma R$ 3,5 bilhões
Foto: Reprodução
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A Caixa Econômica Federal registrou lucro de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, queda anual de 34,4%. O resultado foi impactado pela alta na inadimplência e provisões, apesar do crescimento na carteira de crédito imobiliário.

A Caixa Econômica Federal apresentou um lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões nos três primeiros meses de 2026. O montante representa um recuo de 34,4% quando confrontado com o desempenho do primeiro trimestre do ano anterior. Por outro lado, se comparado ao fechamento do último período de 2025, a instituição financeira estatal registrou uma evolução positiva de 25,4% em seu resultado final.

O balanço aponta que a principal pressão sobre a lucratividade veio do aumento expressivo nas reservas para contingências financeiras. As provisões para devedores duvidosos saltaram 211,5% em doze meses, totalizando R$ 6,51 bilhões. Esse movimento acompanha a elevação do índice de inadimplência superior a 90 dias, que atingiu a marca de 3,71%, um acréscimo de 1,22 ponto percentual na comparação anual.

Apesar da queda no lucro, a carteira de crédito total do banco estatal expandiu 11,3%, superando a marca de R$ 1,4 trilhão. O setor habitacional manteve sua força como pilar da instituição, registrando crescimento de 13,9%. No segmento comercial, o destaque ficou para o crédito consignado, que já abocanha a maior fatia dos empréstimos para pessoas físicas, somando mais de R$ 114 bilhões em saldo.

Em relação à solidez financeira, o Índice de Basileia encerrou o trimestre em 15,1%, demonstrando uma leve oscilação em relação aos 15,3% do ano anterior. Já a margem financeira apresentou um desempenho robusto, impulsionada pelo faturamento com juros das operações de crédito, chegando a R$ 18,3 bilhões no período, o que sinaliza um incremento na atividade operacional do banco.

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