Inflação argentina recua para 2,6% em abril, mas governo enfrenta desafios estruturais
Índice oficial de abril mostra recuo em relação a março; governo aposta em apoio dos EUA e FMI para estabilizar a economia.

A Argentina registrou inflação de 2,6% em abril, apresentando desaceleração mensal apesar do acumulado de 32,4% em um ano. O governo Milei busca estabilidade em meio a crises políticas e apoio financeiro dos EUA.
A inflação na Argentina registrou o índice de 2,6% durante o mês de abril, conforme apontam os dados do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) divulgados nesta quinta-feira (14). O número indica um recuo na comparação com o mês de março, quando a alta de preços havia atingido 3,4%. No balanço dos últimos 12 meses, a variação acumulada é de 32,4%, mantendo uma trajetória de leve queda em relação ao período anterior.
Apesar da desaceleração pontual, o governo de Javier Milei enfrenta obstáculos para consolidar a queda nos preços. Setores essenciais como transporte e educação lideraram as altas no período, com índices acima de 4%. O cenário econômico tornou-se mais complexo a partir de maio de 2025, quando o indicador voltou a acelerar, refletindo a instabilidade política e o impacto da desvalorização do peso argentino frente ao dólar após derrotas eleitorais e crises internas na gestão.
Para conter a volatilidade financeira e fortalecer as reservas internacionais, a administração argentina buscou suporte externo. Recentemente, um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões foi firmado com os Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, totalizando um socorro planejado de US$ 40 bilhões. Além disso, o país mantém compromissos com o FMI para viabilizar reformas estruturais, que incluem o corte de subsídios públicos e a busca pelo fim das restrições cambiais de longa data.






