Nubank registra lucro de US$ 871 milhões no 1º trimestre e supera metas de receita
Apesar de faturamento recorde, lucro da fintech fica abaixo das projeções devido ao aumento nas provisões de crédito.

O Nubank reportou lucro líquido de US$ 871,4 milhões no primeiro trimestre, resultado impactado por maiores provisões de crédito. A receita, porém, superou as expectativas ao atingir US$ 5,3 bilhões.
A Nu Holdings, controladora do banco digital Nubank, encerrou o primeiro trimestre com um lucro líquido de US$ 871,4 milhões. Embora o montante represente um patamar sólido de rentabilidade, o resultado ficou aquém das projeções do mercado financeiro, que estimava cifras próximas a US$ 980 milhões. Por outro lado, o faturamento da companhia surpreendeu positivamente, atingindo a marca de US$ 5,3 bilhões e superando as previsões de analistas.
O desempenho do lucro foi diretamente influenciado por uma estratégia de maior provisionamento diante da expansão acelerada da oferta de crédito. Segundo a diretoria financeira da instituição, o crescimento de 40% na carteira de empréstimos, que agora soma US$ 37,2 bilhões, exigiu reservas antecipadas para cobrir eventuais riscos. Esse movimento preventivo acabou limitando o lucro final para o período, apesar do aumento expressivo na base total de receitas.
No que diz respeito à qualidade dos ativos, os indicadores de inadimplência de 15 a 90 dias registraram uma elevação, passando de 4,1% para 5,0%. A gestão do banco atribui essa oscilação a fatores sazonais comuns ao início do ano, destacando que os atrasos superiores a 90 dias apresentaram uma leve retração, fechando em 6,5%. Esses dados indicam que, apesar do aumento pontual nos atrasos de curto prazo, a carteira de longo prazo mantém certa estabilidade.
A base de usuários da fintech também seguiu em expansão, atingindo um total de 135,2 milhões de clientes. Um dos destaques operacionais foi o mercado mexicano, que superou a marca de 15 milhões de usuários e alcançou seu primeiro ponto de equilíbrio financeiro. Além disso, a empresa sinalizou planos de expansão contida para o mercado norte-americano nos próximos anos, mantendo o foco em eficiência operacional e controle de custos.






