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Anvisa decide futuro da suspensão de produtos Ypê nesta sexta-feira

Diretoria analisa recurso da Química Amparo sobre interdição de lotes com risco de contaminação bacteriana.

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Redação 360 Notícia
15 de maio de 2026 às 05:002 min
Anvisa decide futuro da suspensão de produtos Ypê nesta sexta-feira
Foto: Reprodução
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A Anvisa avalia hoje recurso da Ypê contra a suspensão de diversos produtos de limpeza. A medida foi motivada por falhas na fabricação e risco de contaminação bacteriana.

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reúne nesta sexta-feira (15) para deliberar sobre o recurso da Química Amparo, fabricante da marca Ypê. A empresa tenta reverter a suspensão que atingiu a fabricação e a comercialização de lotes de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes com final de numeração 1. A medida preventiva foi adotada após inspeções apontarem falhas críticas no controle de qualidade e no processo produtivo da unidade fabril em São Paulo.

O principal ponto de preocupação da agência reguladora é o risco de contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa, identificada anteriormente em mais de uma centena de lotes. Embora o microrganismo seja comum no ambiente e apresente baixo risco para indivíduos saudáveis, ele pode causar infecções graves em pessoas imunossuprimidas, idosos ou indivíduos com lesões abertas na pele. Relatórios técnicos apontaram ainda problemas de conservação em tanques e equipamentos da fábrica.

Atualmente, as obrigações de recolhimento estão temporariamente paralisadas devido ao recurso administrativo da empresa, mas a Anvisa reforça a recomendação para que os consumidores evitem o uso dos produtos afetados. Especialistas sugerem que, caso o item já tenha sido utilizado, o usuário deve observar sinais de irritação cutânea ou ocular. Para quem utilizou detergentes dos lotes sob suspeita, a orientação de infectologistas é o descarte da esponja de cozinha, que pode reter bactérias.

A Química Amparo defende que as irregularidades apontadas em imagens de inspeção não afetam as áreas diretas de produção e que sua operação segue um cronograma de modernização. A empresa afirma que a decisão da agência é desproporcional e reitera que não há evidências de danos à saúde pública causados pelo uso doméstico de seus produtos, uma vez que a diluição em água minimiza possíveis cargas bacterianas.

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