Economia

Governo libera Correios para atuar nos mercados financeiro e de telefonia

Nova estratégia visa diversificar receitas da estatal após registro de prejuízo bilionário em 2025.

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Redação 360 Notícia
14 de maio de 2026 às 14:002 min
Governo libera Correios para atuar nos mercados financeiro e de telefonia
Foto: Reprodução
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Governo Federal autoriza os Correios a venderem seguros, títulos de capitalização e serviços de telefonia para tentar sanar prejuízo de R$ 8,5 bilhões.

Buscando reverter a sequência de déficits bilionários, o Governo Federal oficializou nesta quinta-feira (14) uma ampliação significativa no portfólio de negócios dos Correios. Através de uma portaria do Ministério das Comunicações, a estatal recebeu autorização para comercializar produtos financeiros, como seguros residenciais e de vida, consórcios e títulos de capitalização, além de atuar como operadora virtual de telefonia celular.

A nova diretriz prevê que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) estabeleça parcerias e convênios com instituições do setor bancário e de telecomunicações. A diversificação deve incluir também a oferta de bônus promocionais e instrumentos de crédito, funcionando como um canal de intermediação entre os clientes e as prestadoras de serviços financeiros e tecnológicos nas agências de todo o país.

A iniciativa surge em um momento crítico para as contas da companhia, que registrou um prejuízo acumulado de R$ 8,5 bilhões em 2025, valor três vezes maior que o saldo negativo do ano anterior. O governo condicionou o início dessas operações à realização de estudos técnicos que comprovem a rentabilidade das novas frentes de negócio, visando garantir que a estratégia colabore efetivamente para a sustentabilidade financeira da estatal a longo prazo.

Para dar suporte à recuperação, o Ministério da Gestão já planeja um aporte de capital na empresa para 2027, conforme previsto em acordos de empréstimo realizados anteriormente. A expectativa da equipe econômica é que a capilaridade das unidades dos Correios pelo Brasil se torne um diferencial competitivo para a venda desses novos serviços, gerando as receitas extras necessárias para estancar a crise operacional que a instituição enfrenta há 14 trimestres.

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