Desocupação avança em 15 estados brasileiros no primeiro trimestre de 2026
Dados do IBGE revelam que índice nacional de desocupação chegou a 6,1% no início de 2026, com disparidades acentuadas entre regiões e níveis de escolaridade.

Levantamento do IBGE aponta que a desocupação avançou em 15 estados no primeiro trimestre de 2026, atingindo 6,1% da população nacional e afetando mais mulheres e negros.
O mercado de trabalho brasileiro apresentou um cenário de retração no início de 2026, com o aumento da desocupação em 15 estados brasileiros. De acordo com os dados da Pnad Contínua Trimestral, divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (14), a média nacional de desemprego ficou em 6,1%. Os crescimentos mais acentuados na taxa de desocupados foram observados no Ceará, Acre e Tocantins, enquanto as maiores proporções de pessoas fora do mercado de trabalho concentram-se no Amapá, seguido por Alagoas, Bahia e Pernambuco.
As disparidades regionais e demográficas continuam marcantes, segundo os pesquisadores. Enquanto estados como Santa Catarina e Mato Grosso registraram os menores índices de desemprego do país, regiões com menor industrialização enfrentam maiores dificuldades. O levantamento também aponta que a falta de oportunidades atinge de forma mais severa as mulheres (7,3%) em comparação aos homens (5,1%). No recorte étnico social, pretos e pardos seguem com indicadores de desocupação acima da média nacional, refletindo desafios estruturais de inclusão.
A escolaridade é outro fator determinante para a estabilidade no emprego. O IBGE aponta que indivíduos com ensino superior completo possuem taxas de desocupação significativamente menores (3,7%) do que aqueles que não concluíram o ensino médio, onde o índice salta para 10,8%. Além do desemprego direto, o estudo mensurou a subutilização da força de trabalho, que alcançou 14,3% da população, com situações críticas no Piauí e na Bahia, onde o aproveitamento da mão de obra disponível é menor.
No que diz respeito à qualidade do emprego, a informalidade ainda atinge 37,3% dos trabalhadores do país. Estados do Norte e Nordeste, como Maranhão e Pará, lideram os índices de trabalho sem carteira assinada e atividades por conta própria. Por outro lado, o sul do país e o estado de São Paulo apresentam os maiores níveis de formalização contratual. Um dado positivo do relatório foi a redução de 21,7% no número de pessoas que buscavam trabalho há mais de dois anos, em comparação com o mesmo período do ano anterior.






