Economia

Dólar abre atento a crises políticas e aproximação entre potências globais

Câmbio reflete tensões políticas domésticas e expectativa por encontro diplomático entre EUA e China.

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Redação 360 Notícia
14 de maio de 2026 às 13:002 min
Dólar abre atento a crises políticas e aproximação entre potências globais
Foto: Reprodução
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O dólar opera sob pressão nesta quinta-feira, reagindo a denúncias políticas no Brasil e ao encontro entre Donald Trump e Xi Jinping na China. Investigação da PF e incertezas eleitorais mantêm o mercado interno em alerta.

O mercado financeiro brasileiro iniciou as negociações desta quinta-feira em clima de cautela, refletindo a instabilidade política interna e a expectativa por desdobramentos diplomáticos entre as principais economias do mundo. Após um fechamento de forte alta no dia anterior, quando superou a marca de R$ 5, o dólar segue pressionado pelo noticiário envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. Investigações da Polícia Federal sobre fraudes financeiras e a divulgação de áudios que comprometem o parlamentar geram insegurança sobre as chances de renovação na gestão econômica nacional, impactando negativamente as projeções de ajuste fiscal.

No cenário internacional, o foco se volta para Pequim, onde Donald Trump e Xi Jinping buscam uma aproximação estratégica. O encontro é visto como um divisor de águas para as relações comerciais globais, abordando desde a abertura de mercados até tensões tecnológicas e territoriais. Embora o clima inicial tenha sido de cordialidade, com convites para visitas oficiais e troca de elogios, investidores monitoram se o diálogo resultará em progressos concretos na guerra das tarifas e na contenção de conflitos no Oriente Médio, que continuam a elevar o preço do petróleo no mercado externo.

No Brasil, a disputa eleitoral acirrada entre o atual presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, revelada por pesquisas recentes, adiciona volatilidade aos ativos. Além disso, decisões governamentais de viés popular, como a recente isenção de impostos sobre importações de baixo valor, levantam dúvidas sobre o compromisso com o equilíbrio das contas públicas. Com as bolsas americanas operando sem direção definida e os juros nos Estados Unidos tendendo a permanecer elevados, o Ibovespa abre a sessão sob pressão de baixa, acompanhando o pessimismo que marcou o desempenho acumulado da semana.

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