Economia

China recua e suspende permissões para frigoríficos dos EUA durante encontro entre Trump e Xi

Após breve liberação durante cúpula de líderes, Pequim volta a declarar licenças de frigoríficos americanos como expiradas.

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Redação 360 Notícia
14 de maio de 2026 às 14:002 min
China recua e suspende permissões para frigoríficos dos EUA durante encontro entre Trump e Xi
Foto: Reprodução
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Em meio à cúpula presidencial em Pequim, a alfândega chinesa reverteu a autorização de exportação para centenas de frigoríficos dos Estados Unidos pouco após liberar as licenças.

Uma reviravolta no setor de comércio exterior marcou as relações entre Pequim e Washington nesta quinta-feira (14). Após um breve período de regularização, a alfândega chinesa recuou na decisão de reabilitar centenas de unidades processadoras de carne bovina dos Estados Unidos. O sistema oficial da China chegou a listar as plantas como operacionais no início do dia, mas alterou o status para "expirado" poucas horas depois, frustrando a expectativa de normalização das exportações durante a cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping.

O entrave administrativo afeta mais de 400 instalações norte-americanas que estavam com as autorizações vencidas desde o último ano. Esse grupo representa aproximadamente 65% das empresas que anteriormente tinham permissão para comercializar com o mercado chinês. A suspensão ocorre em um momento estratégico, enquanto os líderes das duas maiores economias do mundo discutem a ampliação da cooperação agrícola e comercial na capital chinesa, contando inclusive com a presença de executivos de grandes frigoríficos como Cargill e Tyson Foods.

Especialistas do mercado asiático interpretam a movimentação como uma ferramenta diplomática em meio às tensões bilaterais. O uso das licenças de importação funcionaria como um mecanismo de pressão e sinalização política durante as rodadas de negociação. Até o momento, as autoridades alfandegárias chinesas não emitiram um comunicado oficial detalhando os motivos técnicos ou políticos que levaram à reversão súbita da elegibilidade das empresas americanas.

O impacto financeiro dessa instabilidade é significativo para o agronegócio dos EUA. O faturamento com as vendas de carne bovina para a China, que atingiu o ápice de US$ 1,7 bilhão em 2022, sofreu uma queda drástica, registrando cerca de US$ 500 milhões no ano passado. A incerteza regulatória tem sido um dos principais fatores para o declínio, consolidando o produto como um dos alvos centrais na disputa comercial entre as duas nações.

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