Servidores da Ufac bloqueiam entrada de campus em protesto por acordos não cumpridos
Servidores cobram cumprimento de acordo federal e melhorias internas em ato que restringiu o acesso ao campus nesta quinta-feira.

Técnicos-administrativos da Ufac bloqueiam acesso ao campus em Rio Branco cobrando o cumprimento de acordos firmados com o governo. A greve já dura quase três meses e afeta serviços de apoio na instituição.
Servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Acre (Ufac) realizaram uma manifestação na entrada do campus em Rio Branco, nesta quinta-feira (14), bloqueando o acesso principal da instituição. O ato marca os 79 dias de uma paralisação que acompanha o movimento nacional da categoria, coordenada pela Fasubra. Embora as atividades letivas permaneçam em curso, serviços essenciais como bibliotecas, registros acadêmicos e funções administrativas enfrentam interrupções significativas.
A principal motivação do protesto é a cobrança pela execução total de um acordo estabelecido com o governo federal ainda no início de 2024. Representantes do comando de greve argumentam que o governo tem adiado soluções definitivas, cumprindo apenas parcialmente o que foi prometido nas mesas de negociação anteriores. Além do reajuste e da reestruturação da carreira nacional, o grupo luta pela implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e pela manutenção da jornada de 30 horas semanais.
No âmbito local, a pauta de reivindicações é extensa e busca melhorias nas condições de trabalho e bem-estar dos profissionais. Estão entre as demandas a criação de políticas rígidas contra o assédio moral e sexual, suporte psicológico permanente para os servidores e a regulamentação de carga horária reduzida para funcionários com deficiência. O movimento também solicita investimentos em infraestrutura de laboratórios e a reserva de vagas para técnicos em programas de pós-graduação da própria universidade.
A mobilização desta quinta-feira gerou mudanças na rotina de quem frequenta a Ufac. Com o fechamento do pórtico de entrada, estudantes e professores que utilizam veículos motorizados foram impedidos de acessar os blocos internos de transporte, sendo obrigados a realizar o deslocamento a pé. Apesar dos transtornos relatados por alunos devido à distância entre os prédios, o movimento sindical reforça que a ação é necessária para pressionar por avanços reais nas negociações que se arrastam há meses.





