Tecnologia de drones reforça buscas por jovem desaparecido no mar de São Sebastião
Equipes de resgate utilizam tecnologia aérea para vasculhar encostas rochosas no quarto dia de buscas por Bruno Otsu.

Bombeiros utilizam drones e tecnologia de transmissão ao vivo para buscar turista de 21 anos que desapareceu ao tentar salvar amiga em São Sebastião. Diversos setores do litoral paulista estão sendo monitorados sob condições de mar agitado.
As operações de resgate para localizar o turista Bruno Barretto Otsu, de 21 anos, entraram em uma nova fase nesta quinta-feira (14) no Litoral Norte de São Paulo. O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) passou a utilizar drones para vasculhar áreas de difícil acesso, como as encostas rochosas entre as praias de Maresias e Guaecá. A tecnologia permite que as imagens sejam transmitidas ao vivo para uma central de comando, facilitando a visualização de pontos onde as embarcações não conseguem se aproximar com segurança.
O jovem desapareceu na última segunda-feira (11), na Praia de Toque-Toque Grande, após uma tentativa heroica de salvar uma amiga. Durante uma trilha pela costeira, o grupo foi surpreendido por uma forte onda que arrastou a jovem para o mar. Bruno mergulhou na tentativa de auxiliá-la, mas ambos acabaram sendo levados pela correnteza. Enquanto a mulher conseguiu sobreviver após ficar cinco horas à deriva e ser resgatada por pescadores, Bruno não foi mais visto desde então.
A força-tarefa, que já está em seu quarto dia, divide o esforço de busca em seis setores estratégicos, abrangendo desde a Barra do Una até a Ponta Aguda, incluindo as imediações de Ilhabela. Além dos novos equipamentos aéreos, os bombeiros contam com o apoio de barcos e já utilizaram helicópteros em dias anteriores. A base de operações permanece concentrada em Maresias, de onde as equipes planejam a expansão das varreduras em direção a Boiçucanga.
Familiares do jovem mantêm a esperança de encontrá-lo, destacando que ele possui bastante experiência em atividades marítimas e trilhas. No entanto, as condições meteorológicas dificultam o trabalho, uma vez que a região enfrentou um período de ressaca severa durante a semana. Alertas emitidos pela Marinha do Brasil indicavam ondas de até três metros no trecho litorâneo no momento do incidente, o que torna o ambiente marítimo extremamente perigoso para navegação e banhistas.





