Câmara mobiliza ministros e acelera rito para votar fim da escala 6x1
Com apoio do presidente da Câmara, comissão especial ouve ministros da Fazenda e da Secretaria-Geral para acelerar votação de proposta trabalhista.

A Câmara dos Deputados acelera a tramitação da PEC que propõe o fim da escala 6x1, com a presença de ministros em audiências públicas e estratégia de sessões diárias.
A Câmara dos Deputados intensifica nesta semana o debate sobre a reformulação do regime de trabalho no Brasil. A comissão especial encarregada de analisar o fim da escala 6x1 receberá integrantes do alto escalão do governo federal para discutir as implicações das propostas. Entre os confirmados, estão o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, que abordará os impactos econômicos nesta terça-feira, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, que focará nos aspectos sociais na quarta-feira.
A condução do tema conta com o apoio direto do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que implementou um regime de sessões diárias, inclusive às segundas e sextas-feiras, para acelerar o rito de tramitação. A estratégia visa esgotar o prazo de emendas e levar o texto à votação no colegiado ainda neste mês. Motta tem defendido a medida também sob uma ótica humanitária, relacionando a redução da carga horária ao fortalecimento dos vínculos familiares, discurso que ganhou força durante as recentes celebrações do Dia das Mães.
O colegiado trabalha na unificação de diferentes textos, incluindo a PEC da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que sugere uma semana de quatro dias de trabalho, e a proposta do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Ao mesmo tempo, o Executivo também discute um projeto que limita a jornada semanal a 40 horas. O cronograma estabelecido pelo relator Leo Prates (Republicanos-BA) prevê que o parecer final seja apresentado até o dia 20 de maio, após rodadas de conversas com representantes de empregadores e trabalhadores.
Apesar do avanços políticos, o setor produtivo e especialistas em economia demonstram cautela. Representantes das empresas argumentam que a alteração pode elevar custos operacionais e prejudicar a competitividade nacional. Para equilibrar as contas, analistas defendem que qualquer redução na carga horária deve estar atrelada a políticas que estimulem o ganho de produtividade, como investimentos em tecnologia e qualificação profissional da mão de obra brasileira.






