Habilidade comportamental é o principal fator de retenção no mercado de trabalho
Habilidades comportamentais superam o conhecimento técnico como fator determinante para a permanência em empresas, aponta levantamento da PUC.

Pesquisa revela que falhas comportamentais superam deficiências técnicas como motivo de desligamentos. Especialista destaca que inteligência emocional é diferencial para cargos de liderança.
Dados recentes da PUC Carreiras, coletados em 2024, indicam que a postura e as interações interpessoais têm sido mais determinantes para o desligamento de profissionais do que eventuais deficiências técnicas. De acordo com a psicóloga comportamental Mariana Webel, a capacidade de administrar o próprio estado emocional e as relações no ambiente de trabalho tornou-se um requisito central para quem busca estabilidade e evolução no mercado corporativo atual.
Diferente do que muitos imaginam, exercer a inteligência emocional não envolve a anulação de sentimentos, mas sim o gerenciamento consciente deles, especialmente em momentos de crise ou cobrança. Para Webel, essa competência é encarada pelas empresas como um diferencial competitivo estratégico. No segmento de liderança, o impacto é ainda mais evidente: a vasta maioria dos gestores que alcançam resultados de destaque possuem um alto domínio sobre suas reações e percepções emocionais.
Para fortalecer essa característica, a especialista sugere que os colaboradores foquem em três pilares fundamentais: a receptividade a críticas construtivas, a prática da autoconsciência e o freio à impulsividade. Ao substituir reações automáticas por decisões pensadas, o profissional demonstra maturidade, o que reduz conflitos desgastantes e amplia as chances de ascensão dentro das organizações.






