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Doméstica relata traumas após ouvir áudios de ex-patroa detalhando tortura no Maranhão

Vítima reviveu momentos de terror ao ouvir gravações onde empresária debocha das agressões; bebê da ex-funcionária está bem.

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Redação 360 Notícia
12 de maio de 2026 às 08:002 min
Doméstica relata traumas após ouvir áudios de ex-patroa detalhando tortura no Maranhão
Foto: Reprodução
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Vítima relata trauma ao ouvir áudios em que empresária admite agressões por suposto furto de anel. Caso envolve tortura contra gestante e participação de policial.

A jovem empregada doméstica que sofreu sessões de tortura em uma residência no Maranhão relatou o impacto psicológico ao ter acesso aos áudios da ex-patroa. Nas gravações, a empresária Carolina Stella Ferreira dos Anjos detalha, com sarcasmo, a violência aplicada contra a funcionária, chegando a mencionar que sentiu dores nas mãos devido à intensidade dos golpes. Para a vítima, ouvir as confissões foi como reviver um pesadelo, trazendo de volta o medo e o desespero experimentados durante o cárcere.

O crime ocorreu em abril, no município de Paço do Lumiar, motivado por uma acusação infundada de furto de joia. A vítima, que estava grávida no momento das agressões, foi alvo de socos, tapas e humilhações, além de ser ameaçada com uma arma de fogo. Para preservar o bebê, ela precisou se encolher no chão durante o espancamento. Exames periciais confirmaram diversas lesões pelo corpo, comprovando a gravidade da violência sofrida no local.

As investigações apontam que a empresária contou com o auxílio de um policial militar, Michael Bruno Lopes Santos, para realizar as torturas e manter a jovem em cárcere privado. Ambos os suspeitos foram detidos e enfrentam acusações graves, que incluem tentativa de homicídio triplamente qualificado. A defesa da vítima reitera a total inocência da jovem e reforça que o caso expõe a vulnerabilidade extrema de trabalhadoras domésticas em situações de abuso de poder.

Apesar das cicatrizes emocionais e do trauma persistente, a jovem recebeu uma notícia encorajadora após a realização de exames médicos de rotina. Avaliações de ultrassonografia confirmaram que a gestação não foi interrompida e que o bebê se desenvolve sem complicações decorrentes das agressões. Agora, a doméstica afirma que mantém a esperança de que o sistema judiciário aplique as devidas punições aos responsáveis, rompendo o ciclo de impunidade que os agressores acreditavam usufruir.

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