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Macaca ferida por choque busca proteção em mão de veterinário em Uberlândia

Resgatada de maus-tratos, fêmea de macaco-prego sofreu descarga elétrica e buscou conforto em gesto simbólico com veterinário.

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Redação 360 Notícia
12 de maio de 2026 às 09:002 min
Macaca ferida por choque busca proteção em mão de veterinário em Uberlândia
Foto: Reprodução
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Uma macaca-prego eletrocutada em Uberlândia comoveu a equipe veterinária ao buscar apoio na mão do médico durante o resgate. O animal possui um histórico de maus-tratos e segue em estado grave.

Um registro emocionante marcou o atendimento emergencial de uma macaca-prego, batizada de Urucum, no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (HV-UFU), em Minas Gerais. Após sofrer uma descarga elétrica ao percorrer a fiação pública no bairro Umuarama, a primata buscou conforto físico ao segurar a mão do veterinário Márcio Bandarra durante os cuidados médicos. O episódio ocorreu na última sexta-feira (8) e revelou a fragilidade do animal, que luta para se recuperar dos ferimentos.

De acordo com o veterinário-chefe da unidade, o gesto de Urucum reflete um passado traumático. Exames identificaram mais de dez marcas de tiro de chumbinho pelo corpo da fêmea, além de comportamentos defensivos, como o hábito de proteger o pescoço ao interagir com humanos. O animal faz parte de um grupo de cinco macacos-prego transferidos de Santa Catarina em abril, após serem libertados de um criadouro ilegal onde viviam sob constante estresse e condições precárias de higiene e mobilidade.

A situação de saúde da macaca ainda é considerada delicada e com risco de morte devido à gravidade do choque elétrico. Ela e seus companheiros de bando — que também apresentam sinais de desnutrição e possível diabetes — estão sob monitoramento constante. O processo de reabilitação no HV-UFU foca não apenas na recuperação física, mas também no aspecto psicológico dos animais, que eram mantidos em cativeiro para fins de comercialização e reprodução, sendo frequentemente manejados por meio do medo.

No momento, não há previsão para que o grupo seja reintegrado ao habitat natural. Especialistas explicam que a soltura só deve ocorrer quando os animais recuperarem a confiança e apresentarem saúde plena para sobreviverem de forma independente. Enquanto isso, a equipe veterinária trabalha para tratar as lesões decorrentes da eletrocussão e as sequelas dos maus-tratos sofridos anteriormente, buscando garantir o bem-estar dos primatas após anos de confinamento inadequado.

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