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Acervo histórico brasileiro preserva figurinhas raras da Copa de 1938

O acervo de Antônio Fiaschi reúne itens raros de 1938 e reconta a evolução dos álbuns de futebol no país.

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Redação 360 Notícia
12 de maio de 2026 às 10:002 min
Acervo histórico brasileiro preserva figurinhas raras da Copa de 1938
Foto: Reprodução
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Conheça a história de Antônio Fiaschi, cujas raridades incluem figurinhas da Copa de 1938 distribuídas em maços de cigarro e o legado das coleções no Brasil.

A proximidade de uma nova Copa do Mundo reacende no Brasil a tradicional prática de colecionar figurinhas, mobilizando gerações em bancas e pontos de troca por todo o país. Contudo, para o colecionador Antônio Fiaschi, essa atividade alcançou o status de preservação histórica. Dono de um vasto acervo, Fiaschi mantém relíquias que remontam à Copa de 1938, época em que os cromos não eram vendidos de forma independente, mas distribuídos como brindes em embalagens de produtos como cigarros e doces.

O acervo do colecionador revela curiosidades sobre os primórdios do marketing esportivo. Na edição francesa de 1938, as imagens de atletas como Leônidas da Silva vinham nos maços de cigarro, sendo hoje itens de extrema raridade. De acordo com Fiaschi, foi somente na Copa de 1950, sediada no Brasil, que o formato de álbuns organizados começou a ganhar força, impulsionado pelas famosas "balas futebol", que ajudaram a formatar o modelo de coleção que conhecemos atualmente.

Especialistas e entusiastas, como o jornalista Marcelo Duarte, apontam que esses álbuns funcionam como registros antropológicos de cada era, refletindo estilos gráficos e a evolução da preferência popular por craques. Esse fascínio cultural é tão presente no imaginário brasileiro que inspira obras artísticas, como o clássico literário "O Gênio do Crime", que ganha nova adaptação cinematográfica centrada justamente na dinâmica detetivesca envolvendo a falsificação de figurinhas raras.

A paixão de Fiaschi, herdada de sua família, evidencia que o ato de colecionar transcende o simples lazer, tornando-se uma ferramenta de memória esportiva. Enquanto milhares de brasileiros correm para preencher as páginas vazias do álbum atual, o acervo de Fiaschi serve como um lembrete físico da longa jornada do futebol mundial e do impacto emocional que cada pequeno envelope de papel exerce sobre os torcedores.

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