Notícias

Suspeita de matar marido em SC teria usado crise de metanol para planejar crime

Investigações revelam que esposa e amante usaram crise nacional de bebidas adulteradas para camuflar crime contra empresário em Santa Catarina.

Por
Redação 360 Notícia
19 de maio de 2026 às 05:002 min
Suspeita de matar marido em SC teria usado crise de metanol para planejar crime
Foto: Reprodução
Compartilhar

Polícia Civil indicia esposa e amante por morte de empresário em Videira. Investigação aponta uso estratégico de metanol, soda cáustica e agrotóxicos para simular morte por causas naturais.

A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou uma mulher e seu amante pelo assassinato de um empresário do setor funerário em Videira, no Meio-Oeste do estado. Segundo as investigações, o crime foi planejado para que o casal pudesse assumir o relacionamento e ter acesso ao patrimônio da vítima. O empresário Pedro Rodrigues Alves, de 54 anos, faleceu em fevereiro após passar dez dias sob cuidados intensivos em uma unidade hospitalar.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, a principal suspeita teria aproveitado a repercussão nacional do surto de intoxicação por metanol, ocorrido em 2025, para camuflar o envenenamento. A autoridade policial acredita que a escolha do composto tóxico para ser misturado à cerveja da vítima não foi casual, mas uma tentativa estratégica de fazer com que a morte parecesse parte da crise de bebidas falsificadas que afetava o país na época.

Além do metanol, exames toxicológicos e a perícia indicaram que o empresário foi exposto a outras substâncias nocivas ao longo de um mês. Foram identificados vestígios de soda cáustica misturada aos medicamentos de uso contínuo da vítima e o uso de "chumbinho", um agrotóxico clandestino. O inquérito aponta ainda que a mulher teria subornado um profissional de saúde para obter informações exclusivas sobre o quadro clínico do marido enquanto ele estava na UTI.

Os indiciados, que estão presos preventivamente em unidades distintas, devem responder por homicídio qualificado. Entre as qualificadoras citadas estão o motivo torpe e a utilização de meio cruel que impossibilitou qualquer chance de defesa da vítima. Durante os interrogatórios realizados pela equipe de investigação, ambos optaram por permanecer em silêncio diante das acusações apresentadas.

#Polícia Civil#Videira#envenenamento#metanol#homicídio

Leia também