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Esquema de sonegação bilionária da Refit expõe rede de influência no Rio e no Amapá

Investigações da Polícia Federal revelam que dívidas tributárias da refinaria somam R$ 50 bilhões e envolvem conexões em diversas esferas do poder público.

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Redação 360 Notícia
19 de maio de 2026 às 06:002 min
Esquema de sonegação bilionária da Refit expõe rede de influência no Rio e no Amapá
Foto: Reprodução
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Investigação da Polícia Federal revela que a refinaria Refit acumulou dívidas de R$ 50 bilhões por meio de sonegação e influência em órgãos públicos do Rio de Janeiro e Amapá.

Uma recente ofensiva da Polícia Federal, batizada de Operação Sem Refino, trouxe à tona os detalhes de um gigantesco sistema de evasão fiscal envolvendo a refinaria Refit. De acordo com as autoridades, o rombo financeiro causado pela empresa já atinge a marca histórica de R$ 50 bilhões em impostos não recolhidos para os cofres da União e de diversos estados brasileiros. O esquema, que teria se consolidado no Rio de Janeiro, utilizava manobras complexas na comercialização de combustíveis para evitar o pagamento de tributos, prejudicando severamente as economias fluminense e paulista.

As investigações apontam que o crescimento da organização criminosa ocorreu mediante a cooptação de diferentes esferas do poder público. Documentos sugerem que, a partir de 2020, o grupo obteve proteção e benefícios dentro da estrutura do governo estadual do Rio de Janeiro, estendendo sua influência para órgãos do Judiciário, da Fazenda e do Legislativo. O empresário Ricardo Magro é identificado como a figura central por trás dessas articulações, utilizando conexões políticas para expandir os negócios da refinaria e garantir vantagens competitivas de forma ilícita.

A rede de influências da Refit ultrapassou as fronteiras do Sudeste, chegando a estados como o Amapá. Na região Norte, a Polícia Federal apura a concessão de incentivos fiscais irregulares e o suposto pagamento de propinas envolvendo nomes vinculados ao cenário político nacional. O caso é tratado pelos investigadores como um exemplo extremo de captura do Estado pelo interesse privado, onde estruturas públicas foram utilizadas para blindar uma empresa de suas obrigações legais, transformando-a em uma das maiores devedoras do país.

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