Datafolha: 51% dos brasileiros defendem a indicação de uma mulher para o STF
Levantamento indica que a maioria da população prioriza a representatividade feminina e o saber jurídico na Corte; 46% defendem ministros negros e religiosos.

Levantamento do Datafolha aponta que a maioria dos brasileiros prioriza a indicação de mulheres e pessoas com notório saber jurídico para o Supremo Tribunal Federal. Representatividade racial e religiosa também aparecem como fatores relevantes para a opinião pública.
Uma nova pesquisa do Instituto Datafolha revela os anseios da população brasileira quanto ao perfil de magistrados para o Supremo Tribunal Federal (STF). O levantamento aponta que 51% dos entrevistados consideram fundamental a indicação de uma mulher para a Corte, que atualmente conta apenas com Cármen Lúcia em sua composição. Além da representatividade feminina, 46% dos brasileiros defendem que a escolha de um ministro negro é muito importante, enquanto o mesmo percentual valoriza a religiosidade do ocupante da vaga.
O estudo também explorou a percepção técnica e política sobre o tribunal. A característica mais valorizada pelos participantes é o sólido conhecimento jurídico, citado como essencial por 85% da amostra. Por outro lado, há um cenário dividido em relação à postura política: enquanto 64% pregam a independência total frente a partidos, 51% afirmam que o indicado deve demonstrar lealdade ao presidente da República que o nomeou, tendência que se mostra mais acentuada entre os apoiadores do governo atual.
A pesquisa contextualiza esses dados após a recente rejeição de Jorge Messias pelo Senado Federal, um fato que, segundo o Datafolha, era desconhecido por 59% dos cidadãos. Entre a parcela que acompanhou o episódio, a maioria acredita que o governo saiu enfraquecido do processo. O levantamento foi realizado entre os dias 12 e 13 de maio, consultando mais de 2 mil pessoas em todo o território nacional, e apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais.






