Economia

Série de acidentes fatais marca início da colheita no Espírito Santo

Casos de explosão e queda em propriedades rurais no Norte e Noroeste do estado acendem alerta para segurança no campo.

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Redação 360 Notícia
14 de maio de 2026 às 08:002 min
Série de acidentes fatais marca início da colheita no Espírito Santo
Foto: Reprodução
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O início da colheita no Espírito Santo registra quatro mortes em 15 dias, incluindo vítimas de explosão em alojamento e queda em secador. Autoridades alertam para o uso obrigatório de EPIs.

O início da temporada de colheita no Espírito Santo tem sido marcado por tragédias no campo, com o registro de quatro mortes de trabalhadores rurais em um intervalo de apenas 15 dias. Os óbitos ocorreram em propriedades voltadas ao cultivo de café e pimenta nas regiões Norte e Noroeste do estado. Entre as fatalidades, três jovens baianos faleceram após uma explosão em um alojamento em Vila Valério, supostamente causada por um curto-circuito em tomadas onde celulares eram carregados. As vítimas sofreram queimaduras graves e não resistiram após dias de internação na Grande Vitória.

Além das mortes no alojamento, um produtor rural de 56 anos perdeu a vida em Jaguaré após sofrer uma queda de escada enquanto operava um secador de pimenta. O acidente resultou em um traumatismo craniano fatal. Diante desse cenário preocupante, o Corpo de Bombeiros reforçou o alerta para os perigos inerentes às atividades agrícolas neste período do ano. Segundo a corporação, incidentes envolvendo maquinário pesado, tratores e quedas são frequentes, exigindo atenção redobrada quanto aos pontos cegos dos veículos e às condições do terreno.

Especialistas em segurança do trabalho enfatizam que o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como óculos, luvas, botas e máscaras, é indispensável para mitigar riscos de lesões orais, respiração de poeira orgânica e ferimentos por ferramentas. Por fim, o Ministério do Trabalho ressalta que a responsabilidade pela integridade física e pelo cumprimento das normas de saúde no ambiente laboral recai sobre os contratantes, que devem garantir condições dignas e seguras para os profissionais da lavoura.

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