Kevin Warsh é aprovado pelo Senado como novo presidente do Federal Reserve
Com votação apertada no Senado, novo chefe do Fed assume sob pressão inflacionária e questionamentos sobre independência política.

O Senado americano confirmou Kevin Warsh como novo presidente do Fed em votação histórica e partidária. Ele assume o comando do banco central em meio à inflação persistente e debates sobre juros.
O Senado dos Estados Unidos confirmou, nesta quarta-feira (13), a nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve (Fed). A votação, encerrada em 54 a 45, evidenciou uma forte polarização política, sendo registrada como a aprovação mais dividida para o cargo na história do país. O único congressista democrata a apoiar a indicação feita por Donald Trump foi John Fetterman.
Kevin Warsh, de 56 anos, assume a liderança da autoridade monetária em um cenário desafiador, marcado por pressões inflacionárias que complicam o plano de redução de juros defendido pela Casa Branca. Ele substituirá Jerome Powell, cujo mandato termina na próxima sexta-feira (15). Powell, no entanto, permanecerá no conselho de diretores do banco central, em um movimento que visa preservar a autonomia técnica da instituição diante de recentes tensões institucionais com o Executivo.
A chegada de Warsh ocorre em meio a dados econômicos preocupantes, como a alta de 6% no índice de preços ao produtor em abril, o maior salto desde o fim de 2022. Além disso, a inflação PCE projeta um distanciamento da meta de 2%, impulsionada por fatores como os custos de energia e tarifas alfandegárias. A expectativa é que o novo presidente já comande a próxima reunião de política monetária do Fed, agendada para meados de junho.
Apesar das críticas sobre sua independência frente ao governo, Warsh afirmou em audiências recentes que não firmou compromissos prévios sobre os juros e ressaltou que a autonomia do órgão será respeitada. Sua nomeação agora aguarda apenas a sanção final do presidente Donald Trump, que cumpre agenda oficial na China e manifestou urgência em formalizar a troca de liderança para estabilizar a confiança do mercado.






