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BB reduz projeção de lucro para 2026 após balanço impactado pelo agronegócio

Instituição estatal revisa metas após lucro trimestral recuar 53,5% sob pressão de calotes no setor rural.

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Redação 360 Notícia
14 de maio de 2026 às 02:002 min
BB reduz projeção de lucro para 2026 após balanço impactado pelo agronegócio
Foto: Reprodução
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O Banco do Brasil reduziu sua meta de lucro para R$ 18 bilhões a R$ 22 bilhões em 2026 após queda de 53,5% no resultado trimestral, impactado pela inadimplência no agronegócio.

O Banco do Brasil (BB) anunciou uma revisão para baixo em suas metas financeiras para 2026, após registrar um lucro líquido ajustado de R$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre deste ano. O resultado representa uma retração de 53,5% em comparação ao mesmo período de 2025, impacto gerado principalmente pelo aumento da inadimplência e pelo cenário desafiador no setor de crédito. Diante desses números, a instituição agora projeta um lucro anual entre R$ 18 bilhões e R$ 22 bilhões.

Um dos pontos centrais da pressão sobre o balanço foi o agronegócio, setor no qual o banco detém forte liderança. A inadimplência acima de 90 dias na carteira rural saltou de 2,76% para 6,22% em doze meses, com destaque negativo para as operações de custeio. Para conter as perdas, a gestão do BB intensificou as ações de cobrança judicial e ampliou o uso de garantias reais. Paralelamente, a estimativa para o custo de crédito em 2026 foi elevada para o patamar de R$ 65 bilhões a R$ 70 bilhões.

Apesar das dificuldades no campo, o segmento de pessoa física apresentou crescimento de 7,7% na comparação anual, impulsionado pelo crédito consignado. No setor corporativo, houve uma redução no volume de empréstimos, especialmente entre micro e pequenas empresas. A margem financeira bruta, por sua vez, demonstrou resiliência com alta anual de 14,8%, sustentada por receitas financeiras mais robustas e pela estratégia de focar em linhas de crédito com melhor relação entre risco e retorno.

Mesmo com a queda no lucro, o Banco do Brasil manteve o compromisso com a remuneração de seus investidores. A instituição aprovou a distribuição de R$ 465,7 milhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP) referentes ao primeiro trimestre. O pagamento está agendado para o dia 11 de junho, contemplando os acionistas que possuírem papéis do banco até o início do próximo mês.

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