Brasil negocia com União Europeia para reverter restrições à exportação de carnes
Ministério da Agricultura projeta envio de plano de adequação em duas semanas para evitar suspensão de vendas ao bloco europeu.

O Brasil prepara uma resposta técnica à União Europeia para contestar a exclusão do país da lista de exportadores de carne. O governo busca garantir o cumprimento de novas normas sanitárias sobre o uso de antimicrobianos.
O governo brasileiro iniciou uma ofensiva diplomática para reverter a exclusão do país da lista de fornecedores de carne autorizados pela União Europeia. O impasse surgiu após o bloco europeu atualizar suas diretrizes sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária, deixando o Brasil de fora da relação de nações que cumprem os novos critérios sanitários. Em reunião realizada em Bruxelas, representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária manifestaram descontentamento com a falta de comunicação prévia sobre a decisão.
Como resultado das tratativas iniciais, ficou estabelecido que as autoridades europeias detalharão os pontos específicos que ainda precisam de adequação por parte dos produtores brasileiros. O Brasil terá um prazo de aproximadamente duas semanas para apresentar um plano de ação e garantir que os protocolos exigidos serão implementados integralmente antes do dia 3 de setembro, data em que as novas restrições comerciais passam a vigorar efetivamente.
Uma das estratégias para agilizar o desbloqueio das exportações será o tratamento individualizado de cada categoria produtiva. Dessa forma, as negociações para itens como carne bovina, aves, ovos e mel ocorrerão de maneira independente. Para o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério, Luis Rua, essa abordagem segmentada deve acelerar a retomada dos fluxos comerciais, reforçando a posição do país como parceiro estratégico no mercado global de alimentos.






