Polícia prende madrasta e avó de criança morta sob tortura em São Paulo
Mulheres sabiam que a criança era mantida acorrentada pelo pai; crime ocorreu na Zona Leste da capital

A polícia prendeu a madrasta e a avó do menino de 11 anos morto na Zona Leste de SP com sinais de tortura. Ambas sabiam que a criança era mantida acorrentada pelo pai.
A Polícia Civil de São Paulo efetuou, na noite desta quarta-feira (13), a prisão da madrasta e da avó de um menino de 11 anos, encontrado morto com evidências de maus-tratos na Zona Leste da capital. As mulheres, de 42 e 81 anos, são investigadas por suspeita de tortura qualificada. A detenção ocorreu após as autoridades confirmarem que ambas tinham conhecimento de que a criança era mantida em cárcere privado, utilizando correntes presas aos móveis da residência.
O pai da vítima já havia sido preso em flagrante no início da semana. Em depoimento, ele admitiu que imobilizava o filho para, segundo sua versão, evitar episódios de fuga. Contudo, relatórios do serviço de emergência indicaram que o corpo do garoto apresentava hematomas diversos e sinais de desnutrição severa no momento do óbito. Policiais apreenderam correntes e equipamentos eletrônicos no imóvel para análise pericial, incluindo o sistema de câmeras da casa.
Testemunhos de vizinhos revelaram que a existência da criança era desconhecida por muitos moradores da rua, sugerindo um isolamento profundo da vítima. O caso, agora concentrado no 50º DP (Itaim Paulista), busca esclarecer se o óbito foi causado diretamente pelas agressões ou pelas condições extremas de privação de liberdade. A Justiça já converteu a prisão do pai em preventiva enquanto aguarda os laudos definitivos do Instituto Médico Legal.





