Terceirizada da Fundação Saúde do RJ deixa centenas de trabalhadores sem salários e rescisões
Com contratos de R$ 45 milhões na Fundação Saúde, JP Serviços descumpre acordos trabalhistas e vira alvo de cobrança judicial.

Empresa JP Serviços acumula dívida com mais de 300 funcionários após contratos milionários com o Governo do Rio. Caso motivou ação judicial e auditorias no setor de saúde estadual.
Mais de 300 profissionais terceirizados que prestavam serviços para a Fundação Saúde do Estado do Rio de Janeiro enfrentam graves dificuldades financeiras devido ao não pagamento de salários e encargos. A JP Serviços Construções Reformas e Instalações em Geral, que movimentou cerca de R$ 45,4 milhões em contratos públicos com o órgão, é acusada de descumprir obrigações trabalhistas essenciais, como o recolhimento do FGTS e o pagamento de verbas rescisórias após demissões em massa.
Diante do impasse, o sindicato da categoria chegou a firmar um acordo extrajudicial com a empresa para o parcelamento dos débitos. No entanto, segundo a defesa dos trabalhadores, apenas a primeira cota foi quitada, o que motivou o ajuizamento de uma ação de cobrança na Justiça. Enquanto o passivo trabalhista cresce, a companhia mudou sua sede da capital para o interior do estado e alterou levemente sua razão social, operando agora como JP Serviços Integrados Ltda, mantendo a participação em licitações e contratos vigentes com o SAMU 192.
A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro confirmou que a empresa foi notificada reiteradas vezes por irregularidades e que valores da última nota fiscal foram retidos para tentar garantir o pagamento dos operários. O caso ganha repercussão em um momento de crise na gestão da saúde fluminense, com auditorias do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) apontando falhas na fiscalização de contratos e o uso excessivo de dispensas de licitação, cenário que coincide com os problemas relatados pelos funcionários terceirizados.






