Notícias

Juiz de Fora confirma primeira morte por hepatite A em meio a alta histórica de casos

Vítima de 60 anos teria contraído o vírus ao ajudar vizinhos após alagamentos; cidade já soma mais de 800 casos no ano.

Por
Redação 360 Notícia
14 de maio de 2026 às 09:002 min
Juiz de Fora confirma primeira morte por hepatite A em meio a alta histórica de casos
Foto: Reprodução
Compartilhar

Cuidadora de 60 anos é a primeira vítima fatal da doença na cidade em 2026. Família suspeita que contágio ocorreu durante auxílio a vizinhos após enchentes.

A cidade de Juiz de Fora registrou o primeiro óbito confirmado por hepatite A em 2026. A vítima foi Ângela Cristina Terra Pinto, uma cuidadora de idosos de 60 anos, residente do bairro Santa Luzia. De acordo com relatos de familiares, o contágio pode ter ocorrido durante um gesto de solidariedade. Em fevereiro, após um temporal severo que causou alagamentos na região, Ângela entrou em contato com água e lama para auxiliar uma amiga que teve a residência invadida pelas cheias.

Os problemas de saúde começaram a se manifestar cerca de dois meses após o episódio da enchente, coincidindo com o período de incubação do vírus, que pode chegar a 60 dias em casos específicos. A idosa apresentou mal-estar inicial no dia 23 de abril, sofrendo um rápido declínio em seu estado geral nos dias seguintes. Após ser internada e transferida para uma unidade hospitalar especializada devido a complicações renais e neurológicas, Ângela veio a falecer no dia 30 de abril por falência hepática e infecção generalizada.

Atualmente, Juiz de Fora enfrenta uma situação epidemiológica preocupante, concentrando a grande maioria das notificações da doença em Minas Gerais. Somente nos primeiros quatro meses de 2026, o município contabilizou 808 diagnósticos positivos, volume que ultrapassa o somatório de todos os registros da última década na cidade. Embora a prefeitura aponte uma tendência de queda nas transmissões nas semanas recentes, o caso da cuidadora segue sob acompanhamento rigoroso das autoridades sanitárias.

Em nota oficial, a administração municipal esclareceu que a investigação epidemiológica continua para consolidar os fatores que levaram ao óbito. O processo avalia não apenas os testes laboratoriais, mas também o histórico clínico e os fatores de risco aos quais a paciente foi exposta. Enquanto isso, o sistema de saúde local permanece em alerta, monitorando a distribuição dos casos que, embora espalhados por todo o município, mostram-se mais presentes nas áreas Central e Sul.

#Hepatite A#Juiz de Fora#Saúde Pública#Enchentes#Minas Gerais

Leia também