Economia

Mudança na jornada de trabalho: Ministros são ouvidos na Câmara sobre fim da escala 6x1

Câmara acelera rito de votação com presença de ministros e foco em impactos econômicos e sociais.

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Redação 360 Notícia
12 de maio de 2026 às 04:002 min
Mudança na jornada de trabalho: Ministros são ouvidos na Câmara sobre fim da escala 6x1
Foto: Reprodução
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A Câmara dos Deputados intensifica o debate sobre o fim da escala 6x1 com audiências de ministros e estratégia de Hugo Motta para acelerar a votação até o fim de maio.

A discussão sobre o fim da escala 6x1 ganha tração na Câmara dos Deputados nesta semana com a participação direta de membros do alto escalão do governo federal. Após o depoimento do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o colegiado especial que analisa a redução da jornada de trabalho aguarda agora as contribuições dos ministros Dario Durigan (Fazenda) e Guilherme Boulos (Secretaria Geral). Enquanto Durigan deve focar nos impactos financeiros da medida nesta terça-feira, Boulos abordará os reflexos sociais da proposta na quarta-feira.

O presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), adotou uma estratégia de aceleração para viabilizar a votação do tema ainda em maio. Ao convocar sessões deliberativas inclusive às segundas e sextas-feiras, Motta busca esgotar rapidamente o prazo regulamentar para a apresentação de emendas. O parlamentar tem enfatizado que a proposta possui caráter humano e de preservação dos laços familiares, sinalizando um ambiente favorável para que o texto avance no plenário até o dia 27 de maio.

O relator do projeto, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), estruturou um plano de trabalho que prevê audiências públicas com diferentes setores da sociedade, incluindo representantes patronais e de trabalhadores. Atualmente, a comissão avalia a unificação de propostas que variam desde a redução da jornada para 36 horas semanais até o modelo de quatro dias úteis. Em paralelo, o Executivo também articula um projeto de lei que sugere o limite de 40 horas semanais e o direito a dois dias de descanso remunerado.

Apesar do entusiasmo governista e da celeridade legislativa, o setor produtivo manifesta preocupação com o aumento dos custos operacionais. Empresários e economistas argumentam que a mudança na escala exige um debate aprofundado sobre produtividade e competitividade econômica. Para especialistas, a sustentabilidade da redução da jornada depende de investimentos em qualificação profissional e inovação tecnológica para compensar o possível encarecimento da mão de obra.

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