Notícias

Mulher que esfaqueou cabeleireiro em SP tem histórico de internação na Europa

Documentos revelam detenção na Europa e tratamento psiquiátrico interrompido antes de ataque em salão de beleza de SP.

Por
Redação 360 Notícia
12 de maio de 2026 às 05:002 min
Mulher que esfaqueou cabeleireiro em SP tem histórico de internação na Europa
Foto: Reprodução
Compartilhar

Investigação aponta que mulher que esfaqueou cabeleireiro em São Paulo possui histórico de surtos e internação psiquiátrica na Inglaterra. Defesa alega que interrupção de tratamento médico desencadeou o ataque.

A investigação sobre o ataque a um cabeleireiro na Zona Oeste de São Paulo revelou que a agressora, Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, possui um histórico internacional de crises psiquiátricas e incidentes violentos. Documentos obtidos recentemente indicam que, em 2025, a jovem foi detida e internada compulsoriamente na Inglaterra. Na ocasião, ela teria agredido policiais e apresentado comportamento desorientado sob efeito de substâncias, chegando a ser diagnosticada com transtorno psicótico agudo e transitório pela equipe médica local.

De volta ao Brasil, o histórico de saúde mental da mulher continuou instável. Registros médicos apontam diagnósticos semelhantes feitos em 2023 e uma internação recente, em abril deste ano, motivada por uma hepatite medicamentosa. De acordo com a defesa de Laís, essa condição clínica teria forçado a interrupção do tratamento psiquiátrico que ela realizava em Ribeirão Preto (SP), o que teria contribuído para um novo surto psicótico durante o incidente no salão de beleza na Barra Funda.

O ataque ocorreu na última terça-feira (5), após a cliente manifestar insatisfação com o corte de sua franja. Imagens e relatos mostram que, após exigir reembolso e discutir com o profissional Eduardo Ferrari, Laís o golpeou com uma faca pelas costas. A gravidade do ferimento foi contida pela intervenção do gerente do estabelecimento. Atualmente, o caso é alvo de polêmica jurídica: enquanto a polícia registrou o fato como lesão corporal e ameaça, os advogados da vítima pleiteiam a reclassificação para tentativa de homicídio e crime de homofobia.

#agressão#saúde mental#Barra Funda#cabeleireiro#polícia

Leia também