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Cerimônia em Porto Alegre marca 7º dia de morte de juíza após procedimento em SP

Mariana Francisco Ferreira faleceu após sofrer hemorragia em procedimento de congelamento de óvulos; polícia apura o caso.

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Redação 360 Notícia
12 de maio de 2026 às 06:002 min
Cerimônia em Porto Alegre marca 7º dia de morte de juíza após procedimento em SP
Foto: Reprodução
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A magistrada de 34 anos morreu após complicações em um procedimento de congelamento de óvulos. A missa de sétimo dia ocorre em Porto Alegre, enquanto a Polícia Civil de São Paulo investiga o caso.

A cidade de Porto Alegre recebe, nesta terça-feira (12), a missa de sétimo dia em homenagem à juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos. A cerimônia religiosa está agendada para as 18h30 na Igreja Santo Antônio do Pão dos Pobres. O tributo ocorre após o sepultamento da magistrada, realizado na última sexta-feira em Mogi das Cruzes (SP), em uma despedida marcada pela comoção de familiares e colegas da Justiça gaúcha.

Mariana faleceu na quarta-feira (6) em decorrência de complicações graves após passar por um procedimento de coleta de óvulos em uma clínica especializada em reprodução assistida. Segundo relatos da família, a juíza sentiu dores intensas logo após receber alta e retornou à unidade de saúde, onde foi diagnosticada uma hemorragia. Ela chegou a ser transferida para uma unidade hospitalar e submetida a cirurgia, mas sofreu paradas cardiorrespiratórias e não resistiu.

A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito para investigar o caso como morte suspeita e acidental, buscando entender se houve negligência ou falha médica durante o atendimento. Em comunicado, a clínica responsável pelo procedimento afirmou ter seguido todos os protocolos técnicos e prestado assistência emergencial imediata assim que as primeiras complicações surgiram. O estabelecimento reforçou que intervenções cirúrgicas possuem riscos inerentes.

Natural do Rio de Janeiro, Mariana havia assumido o cargo de juíza no Rio Grande do Sul no final de 2023, atuando na Comarca de Sapiranga. O Tribunal de Justiça do estado (TJRS) destacou seu comprometimento profissional e decretou luto oficial de três dias. A mãe da magistrada relatou que o congelamento de óvulos era um planejamento para realizar o desejo futuro da maternidade, interrompido pela fatalidade que agora é foco das autoridades.

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