Jornalista é agredido com capacetadas durante transmissão ao vivo em Rondônia
Richard Nunes foi atacado por populares e motorista enquanto cobrava acidente com morte na Zona Leste da capital.

Jornalista Richard Nunes foi atacado com golpes de capacete por familiares de vítima e motorista durante live de acidente em Porto Velho. Sindicato repudia a violência.
Na manhã da última segunda-feira (11), o jornalista Richard Nunes foi alvo de violência física enquanto realizava uma transmissão ao vivo na Zona Leste de Porto Velho. O profissional, que atua em uma página de notícias da região, cobria um acidente de trânsito com vítima fatal quando foi cercado e atacado por pessoas presentes no local. O episódio foi registrado pelas câmeras e mostra o momento em que a cobertura profissional é interrompida pela confusão.
As agressões teriam começado após o repórter filmar um dos veículos envolvidos na colisão. Segundo o relato de Nunes, o condutor de um dos automóveis e parentes do motociclista que faleceu participaram do ato, utilizando inclusive capacetes para desferir golpes contra sua cabeça. O jornalista explicou que mantinha uma distância respeitosa da vítima e não exibia imagens do corpo durante a live, focando apenas na dinâmica do acidente.
Mesmo após sofrer os impactos, Nunes não teve ferimentos graves, pois utilizava seu próprio capacete de proteção no momento, o que amorteceu as pancadas. Ele não necessitou de intervenção médica hospitalar. Um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) foi elaborado pela Polícia Militar para documentar o ocorrido e dar início aos procedimentos legais cabíveis sobre a conduta dos envolvidos na agressão.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Rondônia (Sinjor-RO) manifestou-se publicamente condenando o ataque. Em nota oficial, a entidade classificou o episódio como um atentado à liberdade de imprensa e ao exercício do direito de informar. O sindicato exigiu que as autoridades locais conduzam uma investigação detalhada para identificar e responsabilizar todos os agressores envolvidos no tumulto.






