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Inovação e Gestão: EP Agro Summit debate as diretrizes do Novo Agro em Piracicaba

Evento em Piracicaba reúne especialistas para debater a integração entre tecnologia e gestão de riscos como caminho para o futuro do setor.

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Redação 360 Notícia
28 de maio de 2026 às 02:003 min
Inovação e Gestão: EP Agro Summit debate as diretrizes do Novo Agro em Piracicaba
Foto: Reprodução
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O EP Agro Summit 2026, realizado em Piracicaba, destaca como a inovação e o planejamento estratégico estão redefinindo o agronegócio brasileiro frente aos desafios globais e às flutuações de mercado. O evento reúne especialistas para discutir segurança alimentar e sucessão familiar.

O setor agrícola brasileiro atravessa um período de profundas transformações, marcado pela transição para modelos de produção mais eficientes e tecnologicamente avançados. Em Piracicaba, polo histórico da tecnologia agrícola no interior de São Paulo, o EP Agro Summit 2026 iniciou suas atividades nesta quarta-feira (27), consolidando-se como um espaço vital para o debate sobre o chamado "Novo Agro". O encontro reuniu um público diversificado, composto por produtores rurais, executivos de grandes cooperativas, especialistas em mercado de capitais e lideranças do setor, com o objetivo central de alinhar a prática de campo com as inovações da agricultura 5.0 e as exigências globais de sustentabilidade.

A temática central do evento, "O Novo Agro é Agora", propõe uma reflexão necessária sobre como as propriedades rurais podem se modernizar sem perder a essência do legado familiar que sustenta o agronegócio nacional. Especialistas presentes destacaram que a inovação não deve ser vista apenas como a adoção de novas máquinas, mas sim como uma mudança de mentalidade na gestão. Esse processo envolve a integração de análise de dados em tempo real, monitoramento satelital e sistemas de gestão que permitem ao produtor antecipar crises e otimizar recursos, especialmente em um momento de margens de lucro mais apertadas e alta volatilidade nas bolsas internacionais de mercadorias.

Um dos pontos altos das discussões foi a ênfase na gestão de riscos e na governança corporativa dentro das fazendas. Roberta Paffaro, autoridade em mercado de commodities, salientou que o cenário geopolítico atual, marcado por conflitos armados e instabilidade no fornecimento de insumos básicos como fertilizantes e combustíveis, exige que o produtor rural atue como um gestor financeiro de alta performance. A tomada de decisão baseada em fundamentos técnicos e o planejamento estratégico de longo prazo surgem como as únicas ferramentas capazes de proteger o capital do agricultor contra oscilações bruscas nos preços das sementes e do produto final, garantindo a sobrevivência operacional da propriedade.

Além das preocupações imediatas, o EP Agro Summit também lançou luz sobre as oportunidades futuras para o Brasil no tabuleiro global. Roberto Rodrigues, uma das vozes mais respeitadas do setor e coordenador do Centro de Estudos do Agronegócio da FGV, pontuou que, apesar das crises cíclicas, o país está posicionado para ser o grande protagonista em três pilares fundamentais das próximas décadas: a segurança alimentar global, a transição energética por meio de biocombustíveis e a exploração sustentável de minerais críticos. Segundo ele, uma vez superadas as instabilidades externas de curto prazo, o agronegócio brasileiro encontrará um mercado ainda mais ávido por eficiência e responsabilidade ambiental, áreas onde o país já detém vantagem competitiva significativa.

A relevância de Piracicaba como sede deste fórum não é por acaso. A região concentra parte significativa do potencial de consumo e de produção tecnológica do Brasil, servindo de elo entre a academia e o campo. O evento, promovido pelo Grupo EP, reforça a necessidade de conectar todos os pontos da cadeia produtiva, desde o pequeno produtor até os grandes fundos de investimento que olham para o setor. Com uma programação que se estende por dois dias e conta com dezenas de especialistas, o summit demonstra que o futuro do agronegócio depende da junção entre tecnologia de ponta, sucessão familiar bem planejada e uma comunicação eficaz com a sociedade, desmistificando o papel da produção rural brasileira.

Para o segundo dia do encontro, os debates devem se aprofundar em temas mais técnicos, incluindo as novidades em agricultura de precisão e os novos mecanismos de financiamento privado que estão substituindo gradualmente o crédito rural tradicional. A transmissão ao vivo pelo portal G1 garante que o conhecimento gerado em Piracicaba alcance produtores de outras regiões do país, democratizando o acesso a estratégias de mitigação de risco e inovação que serão o diferencial entre o sucesso e o estancamento nas próximas safras. O agronegócio, portanto, reafirma sua posição não apenas como base da economia, mas como um setor em constante e necessária reinvenção.

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