Governo oficializa renovação de 14 concessões de energia sob novas exigências
Acordos abrangem 13 estados e preveem R$ 130 bilhões em investimentos; Enel SP é excluída devido a falhas na prestação de serviços.

O Ministério de Minas e Energia assina a renovação antecipada de 14 concessões elétricas, prevendo R$ 130 bilhões em investimentos. A Enel foi excluída do acordo devido a processos sobre a qualidade do serviço em SP.
O Governo Federal formaliza nesta sexta-feira (8) a prorrogação antecipada dos contratos de concessão de 14 distribuidoras de energia elétrica, abrangendo operações em 13 estados brasileiros. A iniciativa, que deve contar com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visa assegurar a continuidade dos serviços e destravar um volume expressivo de recursos para o setor. A projeção do Ministério de Minas e Energia é que os novos acordos gerem investimentos de aproximadamente R$ 130 bilhões até o final desta década, focados na atualização tecnológica e robustecimento da infraestrutura energética para cerca de 41,8 milhões de unidades consumidoras.
Apesar do alcance nacional da medida, a Enel não foi incluída neste pacote de renovações. A empresa enfrenta um cenário de desgaste institucional e técnico, com um processo administrativo em curso na Aneel que avalia a possível caducidade de sua concessão na capital paulista. A exclusão ocorre após uma série de interrupções críticas no fornecimento de energia em São Paulo, agravadas por episódios climáticos severos, o que motivou um endurecimento na fiscalização e na análise sobre a qualidade operacional da companhia.
Os novos termos contratuais estabelecidos pelo Ministério de Minas e Energia trazem diretrizes mais rigorosas para as concessionárias. Entre as inovações, destacam-se critérios mais claros para a cassação de contratos em caso de má prestação de serviço, a obrigatoriedade de comprovar solidez financeira anualmente e a exigência de canais de atendimento ao cidadão mais eficientes. Além disso, as empresas deverão otimizar a gestão do compartilhamento de postes com o setor de telecomunicações, um problema crônico de ordenamento urbano no país.
No plano de expansão regional, diversas localidades já possuem metas definidas para os próximos anos. No litoral da Bahia, o cronograma prevê a entrega de 18 subestações inéditas e o aprimoramento de outras dez unidades com sistemas de automação. Na Paraíba, o foco será a ampliação da rede na região metropolitana de João Pessoa, enquanto em Sergipe, novos investimentos em subestações devem garantir maior estabilidade energética para dezenas de milhares de moradores no agreste do estado.





