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Governo planeja ampliar percentual de biodiesel no diesel para 16% até dezembro

Avaliações técnicas com investimento de R$ 30 bilhões começam este mês para viabilizar o novo percentual de 16% na mistura.

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Redação Automática
8 de maio de 2026 às 14:002 min
Governo planeja ampliar percentual de biodiesel no diesel para 16% até dezembro
Foto: Reprodução
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O Governo Federal pretende elevar a mistura obrigatória de biodiesel para 16% até o final deste ano. Testes técnicos financiados com R$ 30 bilhões começarão este mês para garantir a viabilidade mecânica nos veículos.

O Governo Federal planeja oficializar, ainda em 2024, a elevação do percentual obrigatório de biodiesel na composição do óleo diesel. A meta é que a mistura passe dos atuais 15% para 16%, o chamado B16. Para garantir a segurança energética e mecânica da medida, uma série de avaliações técnicas detalhadas terá início ainda durante o mês corrente, sob a supervisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

As análises laboratoriais contarão com um investimento de R$ 30 bilhões provenientes do Fundo Nacional de Ciência e Tecnologia (FNDCT), somados a recursos da iniciativa privada. A infraestrutura montada para os testes engloba mais de vinte centros de pesquisa, incluindo bancadas de ensaio e laboratórios físico-químicos e mecânicos. O objetivo central é assegurar que o aumento do biocombustível não prejudique o desempenho dos motores ou cause danos aos componentes hidráulicos dos veículos que circulam no território nacional.

A iniciativa ganha tração após o respaldo político da Presidência da República e segue as diretrizes da Lei do Combustível do Futuro, que estabelece uma trajetória de crescimento gradual da parcela renovável no diesel, podendo atingir 20% até o fim da década. Caso a infraestrutura de testes consiga operar em capacidade total, especialistas acreditam que os resultados podem ser apresentados antes do prazo estimado, acelerando a implementação da nova regulamentação.

Além do diesel, o setor de biocombustíveis aguarda definições sobre a gasolina, que também deve ter sua mistura de etanol anidro elevada para 32%. No caso do combustível para veículos leves, os estudos de viabilidade técnica já foram concluídos, restando apenas a deliberação final do colegiado governamental. O movimento reforça a estratégia do Brasil de liderar a transição tecnológica para fontes de energia menos poluentes.

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