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Piauí lidera dependência de auxílios sociais e mantém renda média abaixo da nacional em 2025

Com 17,2% dos residentes assistidos por auxílios, estado mantém maior dependência do país e renda do trabalho R$ 1 mil menor que a média nacional.

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Redação Automática
8 de maio de 2026 às 17:002 min
Piauí lidera dependência de auxílios sociais e mantém renda média abaixo da nacional em 2025
Foto: Reprodução
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Levantamento aponta que 17,2% da população do Piauí depende de benefícios sociais, índice que supera o dobro da média nacional. Apesar da alta na renda do trabalho, estado mantém o sexto menor rendimento do país.

O Piauí encerrou o ano de 2025 consolidando sua posição como a unidade da federação com a maior dependência de auxílios governamentais. De acordo com levantamento recente, aproximadamente 17,2% dos moradores do estado recorrem a programas sociais para compor seu orçamento doméstico. Esse índice representa um crescimento de 0,5 ponto percentual frente aos dados do ano anterior e coloca o território piauiense significativamente acima da média do Brasil, que registrou 9,1% de alcance desses benefícios.

Diferente do cenário observado no restante do país, onde o sustento extraoficial advém majoritariamente de aposentadorias e pensões, no Piauí as transferências diretas de renda do governo são o principal pilar financeiro fora do mercado de trabalho. No contexto nacional, os pagamentos previdenciários atendem 13,8% da população, enquanto no estado nordestino, embora as aposentadorias tenham avançado para 15,8% de cobertura, elas ainda ocupam o segundo lugar na estrutura de rendimentos não laborais.

No que diz respeito aos ganhos diretos de ocupações profissionais, o trabalhador piauiense registrou uma remuneração média de R$ 2.561 em 2025. Apesar de o montante significar uma valorização de 16% em termos anuais, ele ainda é drasticamente inferior ao patamar médio brasileiro, que se fixou em R$ 3.560. Essa discrepância de quase mil reais mantém o Piauí no grupo dos seis estados com as remunerações mais baixas da federação, evidenciando o desafio de equiparação econômica com centros como o Distrito Federal e São Paulo.

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