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Varginha entra em alerta e declara emergência devido ao surto de doenças respiratórias

Com alta concentração de casos entre crianças, prefeitura acelera contratações e planeja expansão de leitos hospitalares para o inverno.

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Redação Automática
8 de maio de 2026 às 21:002 min
Varginha entra em alerta e declara emergência devido ao surto de doenças respiratórias
Foto: Reprodução
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Varginha decreta estado de emergência após aumento de 30% nas internações respiratórias, focando na proteção de crianças e na ampliação de leitos.

A administração municipal de Varginha oficializou, nesta sexta-feira (8), o estado de emergência em saúde pública devido ao salto no número de ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Com vigência prevista para 120 dias, a medida visa dar agilidade administrativa para que a cidade consiga enfrentar a alta demanda, permitindo contratações diretas de pessoal e maior facilidade na aquisição de insumos para evitar o colapso do atendimento público.

Dados da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) revelam que a procura por assistência médica cresceu 30% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, com um aumento expressivo notado a partir da metade de abril. O grupo mais afetado pelo avanço das doenças respiratórias é composto por crianças de até 9 anos. Segundo as autoridades locais, o decreto é um mecanismo preventivo essencial diante da proximidade do inverno, período em que a circulação viral costuma se intensificar devido às baixas temperaturas e ambientes fechados.

De acordo com o secretário de Saúde, Heron Martins, o município enfrenta obstáculos para preencher o quadro médico, já que quase metade dos profissionais convocados recentemente não assumiram os cargos. Com a situação de emergência, Varginha poderá buscar aportes financeiros dos governos estadual e federal para abrir novos leitos hospitalares e reforçar as equipes em horários de pico, especialmente pediatras e profissionais de vacinação.

Atualmente, o índice de imunização contra a gripe na cidade está em 35%, número que, embora supere os patamares estaduais e nacionais, ainda é visto com preocupação pela Secretaria de Saúde. Além de estimular a vacinação, o poder público reforça a importância de práticas preventivas individuais, como a higienização frequente das mãos, ventilação de espaços e o uso de máscaras de proteção por indivíduos que apresentem sintomas gripais.

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