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Google firma acordo milionário para encerrar processo por racismo sistêmico

Acordo de R$ 245 milhões encerra processo coletivo sobre desigualdade em contratações e salários na gigante da tecnologia.

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Redação Automática
8 de maio de 2026 às 19:002 min
Google firma acordo milionário para encerrar processo por racismo sistêmico
Foto: Reprodução
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O Google aceitou pagar US$ 50 milhões em um acordo judicial para encerrar uma ação coletiva que acusava a empresa de discriminação sistêmica contra funcionários negros.

A gigante da tecnologia Google formalizou um acordo judicial para o pagamento de US$ 50 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 245 milhões, com o objetivo de encerrar uma ação coletiva por discriminação racial. O processo, iniciado originalmente em 2022 pela ex-colaboradora April Curley, apontava a existência de barreiras sistêmicas que prejudicavam profissionais negros em diversas etapas da carreira, desde o recrutamento até a definição de salários e oportunidades de ascensão profissional.

As investigações e depoimentos que integram a ação revelaram práticas controversas na seleção de talentos, como o uso de termos internos subjetivos para desqualificar candidatos negros. Segundo a denúncia, avaliadores utilizavam códigos corporativos para camuflar preconceitos e costumavam direcionar esses profissionais a funções inferiores às suas qualificações, resultando em remunerações menores se comparadas às de colegas em situações equivalentes.

Além da compensação financeira, o acordo estabelece que a companhia deverá adotar mecanismos de monitoramento para garantir a equidade salarial nos próximos anos. Até agosto de 2026, a empresa terá de manter maior transparência sobre seus critérios de pagamento e reduzir as exigências de arbitragem privada em conflitos trabalhistas. Apesar do acerto financeiro, a empresa não admitiu culpa formal pelas práticas citadas no processo.

A resolução do caso foi celebrada por advogados de direitos civis como um marco de responsabilização para o setor de tecnologia, conhecido por enfrentar críticas constantes sobre a falta de diversidade. Episódios anteriores, como o desligamento da pesquisadora de inteligência artificial Timnit Gebru após divergências éticas, já haviam colocado as políticas internas da organização sob análise pública em relação ao tratamento de minorias raciais.

#Google#Discriminação Racial#Justiça#Tecnologia#Equidade Salarial

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