Economia

Caso Banco Master pauta audiência de Gabriel Galípolo no Senado

Senadores questionam presidente do BC sobre liquidação de banco e transações suspeitas com o Banco de Brasília.

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Redação 360 Notícia
19 de maio de 2026 às 08:002 min
Caso Banco Master pauta audiência de Gabriel Galípolo no Senado
Foto: Reprodução
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Gabriel Galípolo presta depoimento no Senado sobre a liquidação do Banco Master e as operações suspeitas com o BRB. Debates devem abordar encontros fora da agenda oficial e a conduta do Banco Central.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, comparece nesta terça-feira (19) à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para uma audiência pública que deve focar nas controvérsias envolvendo o Banco Master. O centro do debate é a recente liquidação da instituição financeira pelo BC, ocorrida após a prisão de seu proprietário, Daniel Vorcaro, em uma investigação sobre comercialização de títulos fraudulentos. Os parlamentares buscam esclarecimentos sobre o cronograma das ações da autoridade monetária e a interrupção de uma venda bilionária de ações do Master para o Banco de Brasília (BRB).

Durante a sessão, espera-se que Galípolo enfrente questionamentos de diferentes frentes políticas. Enquanto governistas podem levantar suspeitas sobre uma possível inação da gestão anterior do Banco Central, sob o comando de Roberto Campos Neto, a oposição deve focar em reuniões fora da agenda oficial. Um dos pontos de atrito é um encontro no Palácio do Planalto entre o presidente Lula, Galípolo e Vorcaro, intermediado pelo ex-ministro Guido Mantega, que não constou nos registros públicos de compromissos na época.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), que preside a comissão, destacou a necessidade de investigar se houve negligência na fiscalização das operações entre o Master e o BRB. Segundo auditorias preliminares, o banco estatal brasiliense teria adquirido cerca de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito classificadas como de baixa qualidade. Galípolo deve manter a postura de que as decisões técnicas do Banco Central seguiram diretrizes de isenção, refutando acusações de perseguição ou favorecimento a qualquer uma das partes envolvidas no escândalo.

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