Salvador planeja ampliar motofaixas após um ano de óbito zero na Bonocô
Após balanço positivo na Avenida Bonocô, prefeitura estuda levar corredores exclusivos para as avenidas ACM e Juracy Magalhães.

A prefeitura de Salvador avalia levar o corredor exclusivo para motos às avenidas ACM e Juracy Magalhães após sucesso na Bonocô, que não registrou óbitos na faixa exclusiva em um ano.
Após completar um ano de funcionamento sem registrar nenhuma fatalidade, a motofaixa da Avenida Mário Leal Ferreira (Bonocô) deve servir de modelo para outras regiões de Salvador. A prefeitura da capital baiana, por meio da Transalvador, já iniciou análises técnicas para levar o corredor exclusivo de motocicletas para as avenidas Antônio Carlos Magalhães (ACM) e Juracy Magalhães. A expansão depende agora de estudos sobre o fluxo de veículos e de uma autorização formal da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
Os indicadores de segurança na Bonocô motivam o otimismo da gestão municipal. No primeiro ano de operação da faixa azul e branca, embora tenham ocorrido acidentes na avenida, nenhum deles aconteceu dentro do espaço segregado para as motos. Antes da mudança, a via apresentava maior índice de letalidade. Para garantir a segurança, a velocidade máxima no trecho foi mantida em 60 km/h, uma exigência para a convivência harmoniosa entre os diferentes modais de transporte.
A iniciativa ganha relevância diante do crescimento expressivo da frota de duas rodas na cidade, que já ultrapassa a marca de 200 mil veículos emplacados. De acordo com os órgãos de trânsito, o planejamento de novas motofaixas foca em vias de alta circulação, onde o risco de colisões é historicamente superior. O objetivo central é reduzir as estatísticas de feridos e mortos em acidentes que envolvem motociclistas, categoria que representa a maioria das vítimas fatais no trânsito soteropolitano.





