Casal denuncia golpe na construção financiada com participação de funcionário de banco
Vítimas relatam prejuízo de milhares de reais e obra abandonada após relatórios falsos de conclusão.

Casal no Rio Grande do Sul acusa funcionário da Caixa de utilizar sua posição no banco para facilitar fraude em construção residencial financiada.
Um projeto de vida transformou-se em um grande prejuízo financeiro e emocional para um casal de Alvorada, no Rio Grande do Sul. Guilherme e Bruna relatam terem sido vítimas de uma fraude envolvendo um financiamento imobiliário de R$ 290 mil pela Caixa Econômica Federal. Segundo as vítimas, o esquema foi facilitado por um funcionário do próprio banco, que também atuava como dono da construtora contratada para erguer o imóvel.
A confiança no negócio era reforçada pela presença constante do empresário dentro da agência bancária. O casal afirma que o funcionário prometia "agilizar" os trâmites burocráticos e que outros trabalhadores da unidade demonstravam familiaridade com a empresa, utilizando inclusive materiais promocionais da construtora no ambiente de trabalho. Entretanto, a obra foi abandonada após o repasse de mais de R$ 200 mil, deixando apenas uma estrutura incompleta e bem diferente do que constava nos registros oficiais de progresso.
A fraude foi descoberta quando a construtora solicitou pagamentos extras além do que já havia sido liberado pelo banco. Ao analisarem as planilhas enviadas à instituição financeira, Guilherme notou que itens como telhado e sistemas elétricos constavam como quase prontos no papel, mas sequer existiam no canteiro de obras. Somando a entrada paga diretamente à empresa e o financiamento já debitado, o prejuízo direto ultrapassa dezenas de milhares de reais, além da dívida ativa com o banco.
Em resposta ao ocorrido, a Caixa Econômica Federal informou que o funcionário envolvido foi desligado por justa causa após investigações internas. O banco ressaltou que, na modalidade de crédito utilizada, a responsabilidade pela escolha da empreiteira e pela fiscalização financeira da obra é do cliente. O ex-funcionário nega ter cometido irregularidades ou causado danos financeiros à instituição.






