Economia

Casal denuncia golpe na construção financiada com participação de funcionário de banco

Vítimas relatam prejuízo de milhares de reais e obra abandonada após relatórios falsos de conclusão.

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Redação 360 Notícia
19 de maio de 2026 às 08:002 min
Casal denuncia golpe na construção financiada com participação de funcionário de banco
Foto: Reprodução
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Casal no Rio Grande do Sul acusa funcionário da Caixa de utilizar sua posição no banco para facilitar fraude em construção residencial financiada.

Um projeto de vida transformou-se em um grande prejuízo financeiro e emocional para um casal de Alvorada, no Rio Grande do Sul. Guilherme e Bruna relatam terem sido vítimas de uma fraude envolvendo um financiamento imobiliário de R$ 290 mil pela Caixa Econômica Federal. Segundo as vítimas, o esquema foi facilitado por um funcionário do próprio banco, que também atuava como dono da construtora contratada para erguer o imóvel.

A confiança no negócio era reforçada pela presença constante do empresário dentro da agência bancária. O casal afirma que o funcionário prometia "agilizar" os trâmites burocráticos e que outros trabalhadores da unidade demonstravam familiaridade com a empresa, utilizando inclusive materiais promocionais da construtora no ambiente de trabalho. Entretanto, a obra foi abandonada após o repasse de mais de R$ 200 mil, deixando apenas uma estrutura incompleta e bem diferente do que constava nos registros oficiais de progresso.

A fraude foi descoberta quando a construtora solicitou pagamentos extras além do que já havia sido liberado pelo banco. Ao analisarem as planilhas enviadas à instituição financeira, Guilherme notou que itens como telhado e sistemas elétricos constavam como quase prontos no papel, mas sequer existiam no canteiro de obras. Somando a entrada paga diretamente à empresa e o financiamento já debitado, o prejuízo direto ultrapassa dezenas de milhares de reais, além da dívida ativa com o banco.

Em resposta ao ocorrido, a Caixa Econômica Federal informou que o funcionário envolvido foi desligado por justa causa após investigações internas. O banco ressaltou que, na modalidade de crédito utilizada, a responsabilidade pela escolha da empreiteira e pela fiscalização financeira da obra é do cliente. O ex-funcionário nega ter cometido irregularidades ou causado danos financeiros à instituição.

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