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Carros chineses avançam na autonomia e já enfrentam trânsito pesado com piloto automático urbanon

Montadoras asiáticas testam sistema de navegação automática que utiliza sensores LiDAR e redes 5G para circular em metrópoles, superando limites de sistemas tradicionais.

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Redação 360 Notícia
28 de maio de 2026 às 08:003 min
Carros chineses avançam na autonomia e já enfrentam trânsito pesado com piloto automático urbanon
Foto: Reprodução
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As montadoras chinesas avançam na tecnologia de direção semiautônoma com o sistema NOA, que permite aos veículos navegarem sozinhos em cidades complexas. Usando LiDAR e rede 5G, a inovação coloca a China na vanguarda da mobilidade, monitorando o motorista e alertando pedestres com luzes externas.

O cenário automotivo global está passando por uma transformação radical liderada pela indústria chinesa, que busca consolidar sua posição não apenas na eletrificação, mas também na autonomia veicular. Durante o Salão de Pequim, ficou evidente que as fabricantes do país asiático já operam com tecnologias de direção semiautônoma em ambientes urbanos complexos, desafiando a hegemonia de gigantes como a Tesla. O sistema conhecido como NOA (Navigation on Autopilot, ou Navegação em Piloto Automático) representa o estado da arte dessa evolução, utilizando uma combinação robusta de sensores, mapas de alta precisão e conectividade constante para guiar veículos por ruas movimentadas de grandes metrópoles como Pequim, Xangai e Shenzhen.

Embora a China ainda não permita a circulação de carros 100% autônomos sem a supervisão humana — ao contrário do que ocorre com os táxis-robôs da Waymo em algumas cidades dos Estados Unidos —, a tecnologia chinesa já alcançou um nível de sofisticação que exige pouca intervenção do condutor. Em testes práticos realizados em Baoding, cidade próxima à capital chinesa, observou-se que o sistema é capaz de realizar manobras críticas, como identificar obstáculos, desviar de detritos na via e reagir a infrações cometidas por terceiros, como motociclistas que furam o sinal vermelho. A proposta central é que o motorista atue como um supervisor, mantendo as mãos leves ao volante e o olhar atento à via, condição monitorada rigorosamente por sensores internos que emitem alertas caso detectem distração.

A espinha dorsal do NOA reside na redundância de dados. Diferente da abordagem da Tesla, que aposta majoritariamente em inteligência artificial e visão computacional (câmeras), as montadoras chinesas utilizam um ecossistema mais amplo. Isso inclui radares a laser (LiDAR), sensores ultrassônicos e uma integração profunda com o sistema de satélites Beidou, a versão chinesa do GPS. Além disso, os veículos operam conectados às redes de internet 4G e 5G, permitindo que a central multimídia exiba informações em tempo real que vão além da rota, como o tempo exato para o semáforo abrir ou fechar e a localização de radares que fiscalizam desde o excesso de velocidade até o uso do cinto de segurança.

Uma inovação visual notável que as fabricantes chinesas estão implementando é o uso de luzes externas em tom verde-claro. Localizadas próximas às lanternas, essas luzes sinalizam para pedestres e outros condutores quando o veículo está sob comando do sistema automatizado. Essa medida de transparência visa aumentar a segurança pública, alertando que as decisões de aceleração, frenagem e direção estão sendo tomadas pelo software. Embora não seja uma exigência legal nacional, a adoção voluntária dessa sinalização pelas marcas demonstra uma preocupação com a aceitação social e a convivência entre máquinas e humanos no trânsito das grandes cidades.

Para o mercado brasileiro, essas inovações estão mais próximas do que se imagina. Empresas que já possuem presença comercial no Brasil, como as que trouxeram modelos como o Volvo EX30 e novidades da Leapmotor, já incorporam sensores de fadiga e atenção similares aos usados na China. O avanço desses sistemas em solo chinês serve como laboratório para tecnologias que devem desembarcar em breve em modelos globais. Contudo, a implementação plena dessas funções no Brasil ainda enfrenta desafios estruturais, como a necessidade de sinalização viária impecável e uma infraestrutura de conectividade 5G mais abrangente e estável nas áreas urbanas.

O futuro da mobilidade urbana, portanto, caminha para uma automação assistida cada vez mais inteligente. O NOA demonstrou que, apesar de ainda apresentar dificuldades em manobras de extrema complexidade — como retornos em "U" em vias de fluxo rápido — a tecnologia já é capaz de lidar com 90% das situações cotidianas de trânsito. O próximo passo será a evolução regulatória que permitirá a transição do nível semiautônomo para o autônomo pleno, onde a presença humana atrás do volante poderá, finalmente, ser dispensada, transformando os automóveis em verdadeiras salas de estar sobre rodas.

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