Economia

Alerta: Golpes com álbum da Copa de 2026 crescem e sites falsos se multiplicam na web

Relatório aponta salto de 720% em páginas fraudulentas em menos de um mês; Polícia Civil já apreendeu milhares de cromos falsos.

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Redação 360 Notícia
28 de maio de 2026 às 09:003 min
Alerta: Golpes com álbum da Copa de 2026 crescem e sites falsos se multiplicam na web
Foto: Reprodução
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O lançamento do álbum de figurinhas da Copa do Mundo de 2026 provocou uma explosão de 720% em sites fraudulentos. Criminosos utilizam layouts idênticos aos oficiais para aplicar golpes via PIX e vender produtos falsificados, gerando prejuízos a colecionadores no Brasil e no exterior.

O entusiasmo global com a proximidade da Copa do Mundo de 2026 trouxe consigo uma onda preocupante de crimes cibernéticos no Brasil e em outros países da América Latina. Com o lançamento recente do álbum de figurinhas oficial, criminosos intensificaram a criação de plataformas digitais fraudulentas para enganar colecionadores. De acordo com um levantamento detalhado realizado pela empresa de cibersegurança Kaspersky, o número de sites falsos operando na internet brasileira deu um salto alarmante. Em menos de um mês, as páginas que simulam a loja oficial da editora Panini cresceram 720%, passando de apenas 20 domínios identificados em abril para 164 em meados de maio. O fenômeno reflete como grandes eventos de apelo popular são rapidamente apropriados por quadrilhas especializadas em golpes financeiros e roubo de dados.

A estratégia utilizada pelos golpistas é sofisticada e foca na verossimilhança. Os sites fraudulentos são construídos com layouts idênticos aos canais oficiais, utilizando logotipos, fontes e imagens idênticas às originais para transmitir confiança. Para ludibriar o consumidor mais atento, os criminosos chegam a inserir informações de rodapé que incluem endereços físicos fictícios, números de CNPJ roubados de outras empresas e canais de atendimento que não funcionam. O principal atrativo, no entanto, é o preço: ofertas com descontos impossíveis de serem praticados pelo mercado oficial ou promoções do tipo "leve dois, pague um" servem de isca para atrair quem busca economizar na coleção, que tradicionalmente possui um custo elevado para os fãs de futebol.

Uma vez que o usuário entra na jornada de compra dessas páginas, o golpe se concretiza na etapa do pagamento. As vítimas são direcionadas majoritariamente para transferências via PIX, onde o dinheiro é depositado em contas abertas em nomes de "laranjas" dentro de bancos digitais ou fintechs. Segundo especialistas da Kaspersky, o valor transferido é fragmentado e movido entre diversas outras contas em questão de segundos, uma técnica conhecida na segurança pública como "lavagem rápida". Esse procedimento dificulta drasticamente o trabalho das autoridades policiais e das instituições bancárias em rastrear o caminho do dinheiro ou efetuar o bloqueio de valores para ressarcimento às vítimas. Além do prejuízo financeiro direto, os consumidores ainda entregam dados sensíveis, como CPF e endereço, que podem ser reutilizados em golpes futuros.

Fora do ambiente estritamente digital das compras on-line, o mercado físico também registra problemas. Relatos de venda de figurinhas falsificadas se tornaram comuns em redes sociais, onde usuários mostram ter recebido produtos com cores desbotadas, papéis de má qualidade ou até mesmo cromos sem o verso característico da proteção adesiva. No Rio de Janeiro, a Polícia Civil já atuou de forma ostensiva, apreendendo cerca de 200 mil figurinhas falsas em uma operação na Baixada Fluminense. O material estava sendo transportado na carga de um ônibus e seria distribuído para pontos de venda informais. A falsificação de propriedade intelectual e a venda de produtos pirateados são crimes que acompanham o ciclo de alta demanda de cada edição da Copa do Mundo, mas a escala em 2026 já preocupa órgãos de defesa do consumidor antes mesmo do início do torneio.

Para evitar cair nessas armadilhas, os especialistas recomendam uma postura defensiva na internet. A primeira recomendação é nunca clicar em links promocionais recebidos por aplicativos de mensagens ou e-mails suspeitos; o correto é digitar o endereço oficial do fabricante ou de grandes varejistas parceiros diretamente na barra do navegador. Além disso, é essencial conferir o domínio do site (a URL) em busca de pequenos erros de digitação, que são a marca registrada de páginas falsas. A editora Panini reafirmou que está monitorando a rede para derrubar portais ilegais, mas destaca que o consumidor deve priorizar pontos de venda consolidados como Amazon, Magalu e Mercado Livre. Em tempos de hiperconectividade, a pressa em completar o álbum não pode superar a cautela necessária com as transações bancárias e a segurança dos dados pessoais.

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