Economia

Trump se reúne com Xi Jinping para discutir parcerias comerciais e geopolítica

Presidente dos EUA viaja com comitiva de CEOs para discutir abertura de mercado e tensões globais.

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Redação 360 Notícia
13 de maio de 2026 às 12:002 min
Trump se reúne com Xi Jinping para discutir parcerias comerciais e geopolítica
Foto: Reprodução
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Donald Trump viaja à China acompanhado de executivos de peso para negociar a abertura do mercado local. A pauta inclui a guerra tarifária e a mediação da crise com o Irã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desembarca em Pequim nesta quarta-feira (13) para uma série de reuniões estratégicas com o líder chinês Xi Jinping. A comitiva norte-americana conta com a presença de grandes nomes do setor tecnológico e industrial, como Elon Musk (Tesla e SpaceX), Tim Cook (Apple), Kelly Ortberg (Boeing) e Jensen Huang (Nvidia). O principal intuito da Casa Branca é negociar o afrouxamento de barreiras comerciais, permitindo que corporações dos EUA ampliem sua atuação no mercado chinês.

Além da agenda econômica voltada para a abertura de mercado, os chefes de Estado devem discutir a manutenção da trégua tarifária estabelecida no final do ano passado. O encontro ocorre em um contexto de intensa rivalidade global, onde Washington e Pequim disputam a hegemonia em setores cruciais, como a fabricação de semicondutores e o controle de minerais essenciais. Em nota oficial, o governo chinês manifestou o interesse em gerenciar as divergências atuais e fortalecer os laços de cooperação mútua durante a visita.

A geopolítica do Oriente Médio também ocupa lugar de destaque nas conversas. Trump pretende buscar o apoio de Pequim para mediar a crise energética e diplomática envolvendo o Irã, após recentes conflitos na região que desestabilizaram a economia global. Como a China é uma das maiores compradoras de petróleo iraniano, os EUA veem no país um interlocutor necessário, apesar das sanções impostas anteriormente por Washington para demover os chineses de tais transações comerciais.

Este encontro marca o retorno presencial de Trump ao solo chinês após anos de distanciamento diplomático acentuado por disputas comerciais intensas. Analistas apontam que, embora o clima público das reuniões deva ser de cortesia e banquetes oficiais, as negociações de bastidores tendem a ser rígidas. Representantes das áreas econômicas de ambas as nações já iniciaram diálogos paralelos na Coreia do Sul para alinhar pontos técnicos e práticos antes das definições finais entre os dois presidentes.

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