Economia

Pesquisa revela percepção dos brasileiros sobre o programa Desenrola 2.0

Levantamento indica que 38% dos cidadãos veem alto impacto positivo no programa, enquanto 79% apoiam veto a apostas para quem renegociar débitos.

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Redação 360 Notícia
13 de maio de 2026 às 12:002 min
Pesquisa revela percepção dos brasileiros sobre o programa Desenrola 2.0
Foto: Reprodução
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Levantamento Quaest mostra que 38% dos brasileiros veem grande potencial no Desenrola 2.0 para zerar dívidas, enquanto maioria defende veto a apostas online para beneficiários.

Uma nova pesquisa realizada pelo instituto Quaest revela que a opinião pública está dividida, mas majoritariamente esperançosa quanto ao impacto do Desenrola 2.0. De acordo com o levantamento, 38% dos cidadãos acreditam que a iniciativa terá um efeito positivo significativo no alívio das dívidas familiares, enquanto 27% preveem uma ajuda moderada. Em contrapartida, um terço dos entrevistados se mostra cético, afirmando que o programa federal não trará benefícios práticos.

O programa é voltado para pessoas com rendimentos de até cinco salários mínimos e abrange débitos contraídos até o início de 2026. Com descontos que podem chegar a 90% do valor total e juros limitados a 1,99% ao mês, a estratégia do governo busca reduzir a inadimplência recorde, que atualmente atinge mais de 80% das famílias brasileiras. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, indicou que o volume de negociações já se aproxima da marca de R$ 1 bilhão em poucos dias de operação.

A sondagem também apurou uma forte aprovação popular à restrição de apostas online para quem aderir ao programa de renegociação. Cerca de 79% dos ouvidos apoiam o impedimento de participação em jogos virtuais para os beneficiários, refletindo a preocupação com o impacto dos jogos de azar no orçamento doméstico. Segundo especialistas, quase metade dos inadimplentes utiliza plataformas de apostas, muitas vezes na tentativa de gerar renda extra para quitar contas atrasadas.

A pesquisa da Quaest, contratada pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas em maio e apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais. Os dados reforçam como o endividamento se tornou um dos eixos centrais do debate político nacional, especialmente com o comprometimento da renda das famílias atingindo patamares críticos, similares aos registrados em períodos recentes de crise financeira.

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