Acusado de matar esposa e simular suicídio é julgado em Santos
Réu é acusado de asfixiar Camila Indame Ramos e simular cena de autoextermínio em apartamento no litoral paulista em 2022.

Emílio Carlos Alves Ramos enfrenta júri popular em Santos pelo assassinato de Camila Indame Ramos, ocorrido há quatro anos. Ele é acusado de estrangulamento e de forjar um suicídio.
O Fórum de Santos, no litoral paulista, sedia nesta quarta-feira (13) o julgamento de Emílio Carlos Alves Ramos, acusado de assassinar sua esposa, Camila Indame Ramos. O crime ocorreu em abril de 2022 no apartamento onde o casal residia, no bairro Vila Mathias. Segundo a denúncia, o réu teria asfixiado a vítima e tentado simular que ela havia tirado a própria vida, alegando inicialmente às autoridades que ela sofria de depressão grave.
A investigação policial refutou a tese de suicídio após laudos periciais indicarem que a morte foi causada por estrangulamento. O Ministério Público aponta que o crime possui qualificadoras de feminicídio, violência doméstica e asfixia, além da acusação de fraude processual pela alteração da cena do crime. A perícia técnica destacou que Camila estava sob efeito de medicamentos sedativos no momento do óbito, o que tornaria impossível a execução das manobras de autoextermínio descritas pelo marido.
A sessão plenária, que sofreu três adiamentos anteriores, prevê o depoimento de 11 testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa. Emílio, que chegou a ser solto brevemente em 2024 antes de ter a prisão preventiva restabelecida por recomendação judicial, nega a autoria do crime. Seus advogados sustentam a tese de inocência, afirmando que as provas dos autos corroboram o quadro clínico de ideação suicida da vítima.






