Grupo Toky reformula diretoria após pedido de recuperação judicial
Troca de comando no Grupo Toky atinge cargos de CEO e diretoria financeira em meio a crise de endividamento superior a R$ 1 bilhão.

Após entrar com pedido de recuperação judicial por dívidas de R$ 1,1 bilhão, o Grupo Toky anunciou uma troca geral em sua diretoria executiva, incluindo o cargo de CEO.
O Grupo Toky, organização que controla as gigantes do setor moveleiro Mobly e Tok&Stok, oficializou nesta quarta-feira (13) uma reformulação completa em sua cúpula administrativa. A mudança ocorre apenas 24 horas após a holding ter protocolado um pedido de recuperação judicial devido a obrigações financeiras que ultrapassam a marca de R$ 1 bilhão. André Ferreira Peixoto foi nomeado como o novo presidente-executivo, assumindo o posto que pertencia a Victor Pereira Noda.
Além da troca na presidência, a diretoria financeira e de relações com investidores agora será de responsabilidade de Fabio Ferrante, enquanto Daniel Passos de Melo assume o setor de operações e sistemas logísticos. Os fundadores da companhia, que anteriormente ocupavam esses cargos, não se desligarão totalmente do grupo, passando a integrar o conselho de administração tanto da holding quanto da subsidiária Estok.
O movimento estratégico visa estabilizar a empresa diante de um cenário econômico adverso para o varejo de móveis e decoração, marcado por taxas de juros elevadas e restrição de acesso ao crédito. Em nota oficial, o grupo esclareceu que a transição de comando busca preservar a continuidade das atividades e assegurar a renegociação das dívidas, sem alterar os planos de longo prazo ou as metas estabelecidas junto ao mercado financeiro e seus acionistas.
A crise enfrentada pelo grupo se agravou nos últimos meses, apesar das tentativas previas de reordenar o passivo da Tok&Stok com seus credores. O processo de recuperação judicial, que agora tramita sob sigilo na Justiça de São Paulo, é acompanhado por rumores de venda de participações; fundos da gestora SPX Capital já estariam em negociações avançadas para se desfazer de suas cotas na empresa, processo iniciado antes mesmo da formalização do pedido de proteção judicial.





