Economia

Opep corta estimativa de demanda global por petróleo para 2026 ante tensões geopolíticas

Grupo revisa projeções para baixo após bloqueio de rota estratégica e instabilidade no Oriente Médio.

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Redação 360 Notícia
13 de maio de 2026 às 14:002 min
Opep corta estimativa de demanda global por petróleo para 2026 ante tensões geopolíticas
Foto: Reprodução
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A Opep reajustou negativamente as projeções de demanda de petróleo para 2026 devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz e conflitos no Oriente Médio. Apesar da retração imediata, a organização espera uma recuperação no consumo em 2027.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) revisou para baixo suas projeções sobre o consumo mundial de óleo bruto para o ano de 2026. Segundo o relatório mensal divulgado nesta quarta-feira (13), o novo cálculo aponta para uma média diária de 104,57 milhões de barris no segundo trimestre, o que representa um recuo em comparação com a estimativa anterior. Essa mudança de perspectiva é atribuída principalmente aos reflexos diretos dos conflitos envolvendo o Irã, que alteraram o panorama logístico e econômico do setor.

O cenário de incerteza foi agravado pela interrupção das atividades no Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais vitais para o mercado energético global. O bloqueio dessa rota estratégica resultou em uma redução drástica na oferta de barris provenientes do Oriente Médio, gerando um efeito cascata que elevou o preço dos combustíveis internacionalmente. Diante desse quadro, tanto o setor produtivo quanto os consumidores finais enfrentam custos mais altos, forçando autoridades governamentais a priorizarem a manutenção de suas reservas estratégicas.

Apesar da queda imediata na produção e no consumo, a Opep projeta uma recuperação no médio prazo. A organização elevou as expectativas de demanda para 2027, sinalizando um crescimento estimado em 1,54 milhão de barris por dia. O grupo destacou que a economia global tem demonstrado certa capacidade de adaptação, mesmo com a instabilidade geopolítica. Entretanto, as metas de aumento na extração pela Opep+, que deveriam ter começado em abril, foram frustradas pela impossibilidade técnica de escoamento da produção atual.

Os dados mais recentes indicam que a extração total da Opep+ sofreu uma redução de 1,74 milhão de barris por dia no mês de abril, fixando-se em uma média de 33,19 milhões. O relatório também marca uma mudança na composição do bloco econômico, registrando a saída oficial dos Emirados Árabes Unidos da organização no início de maio. Instituições como a Agência Internacional de Energia continuam acompanhando os desdobramentos, mantendo visões ainda mais cautelosas sobre o declínio do mercado este ano.

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